“Quem vai dizer se o meu nome é bom para prefeito, ou não, é o povo”

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Tribuna do Planalto – Deputado, como que o senhor faz uma avaliação do ano de 2014, que foi marcado pela sua reeleição e com a base do governador tendo uma grande vitória nas unas? Quais serão as suas prioridades em 2015?

Lincoln Tejota – Eu, graças a Deus, nesses quatro anos, tive a oportunidade de trabalhar intensamente na Assembleia e sei que honrei os votos que recebi. Fui presidente da Comissão de Saúde, fiz parte das principais comissões e relatei os projetos mais importantes aqui do governo. Então eu tenho certeza que cumpri o papel para que o povo goiano me elegeu e, por isso, da base aliada, hoje eu fui o deputado mais bem votado a ser reeleito. Agora para o ano de 2015 eu pretendo continuar fazendo esse trabalho de buscar representar as regiões que me elegeram e, claro, obviamente todo o Estado de Goiás e continuar correspondendo a esse anseio da população. Em 2015 quero continuar com as audiências públicas que nós realizamos durante o mandato para saber das necessidades da população, porque a população precisa participar do debate.
Em relação ao PSD, 2015 é um ano de preparação para 2016. O sr. defende que o PSD tenha candidatos nas principais cidade ou defende que haja aliança? Como vê isso?
O PSD é um partido que cresceu muito. Em 2014 nós conseguimos um resultado positivo e o objetivo é continuar grande. Em relação a 2015, as eleições municipais nós temos excelentes nomes. O objetivo do PSD é se fortalecer também no interior é buscar eleger vereadores, prefeitos, além de buscar reeleger prefeitos do PSD.

E em relação aos principais municípios, por exemplo, Goiânia, o sr. acha que o PSD tem condições de lançar uma candidatura própria?
Não só tem condição como nós temos bons nomes. Tem o nome do deputado estadual Francisco Junior (PSD); o do vereador e deputado estadual eleito Virmondes Cruvinel (PSD); tem o meu nome, sou de Goiânia, sou eleitor de Goiânia, sei que tenho correspondido aos anseios do povo de Goiânia também. Então nós temos excelentes nomes para disputar a prefeitura de Goiânia e estamos trabalhando para isso. Nós não abrimos mão de estar na chapa majoritária do ano que vem. Ou como cabeça ou participando dela de qualquer forma, como prefeito ou como vice-prefeito.

O sr. então entra nesse processo como pré-candidato a prefeitura de Goiânia?
A gente tem que saber o que o povo quer. O povo tem demonstrado que quer renovação. O povo que um nome limpo. Eu sei que eu tenho correspondido. Então não tem porque eu não colocar o meu nome também a disposição da população. Quem vai dizer se o meu nome é bom para prefeito ou não é o povo. Mas nós estamos prontos.

O PSDB também fala que tem ótimos nomes, além do próprio PTB. Como chegar numa união na base?
 A tendência é haver uma convergência. O que nós não podemos fazer é perder a prefeitura mais uma vez. Porque nós estamos vendo que o povo de Goiânia esta pagando alto por esse preço. Nós sabemos que nós temos o melhor projeto para o Estado e nós temos o melhor projeto para Goiânia. Nós temos ótimos nomes e os outros partidos também tem, então a tendência é haver uma convergência até lá.

Agora, em relação à eleição da Mesa Diretora aqui da Assembleia, sr. colocou o seu nome para presidência e acabou recuado, provavelmente vai haver um acordo para reeleger o presidente Hélio de Sousa (DEM). Porque que houve esse recuo?
Andorinha sozinha não faz verão. Nós precisamos de bancada, nós precisamos de companheiros, então a nossa campanha para a presidência acabou que não rendeu a musculatura que deveria ter rendido. E o presidente Hélio, por ocupar o cargo e por ter feito um mandato que está agradando aos deputados, se tornou, obviamente, o preferido e foi ganhando musculatura. Hoje os principais partidos estão do lado dele então não tem porque a gente não compor também.

Como que deve ser o espaço do PSD na Mesa e nas Comissões?
Proporcionalmente nós temos espaço. Tudo indica que nós vamos ficar com a primeira ou a segunda secretaria e estamos buscando também espaço na CCJ, na Comissão de Finanças e nas Comissões temáticas aqui na Casa.

Como o sr. disse, as comissões acabam ficando em segundo plano. Isso não é por causa, principalmente, da Comissão Mista, que acaba avaliando todos os projetos e eles não chegam a todas as comissões?
Não. Eu não vejo dessa forma. A comissão ela depende do parlamentar que está frente dela. Aqui, obviamente, todas as comissões tem presidente, mas você não vê o trabalho de todas as comissões, então isso vai da atuação do parlamentar que está à frente daquela comissão, dos parlamentares que compõem aquela comissão.

Em relação à reforma que foi aprovada na Assembleia – uma reforma bastante austera, vamos dizer assim – do governador. É um projeto que pode preocupar a medida que diminui os espaços no governo?
Nós temos que perceber primeiro às tendências. Hoje o país passa por uma crise financeira. Nós temos que nos preparar para a crise. O que o governador fez e o que a Assembleia fez unanimemente? Aprovou sabendo que a máquina tem que estar enxuta. Isso não causa preocupação por conta do espaço. Nós não fomos eleitos para buscar apenas espaços, mas nós temos que priorizar pela governabilidade.

Se houvesse um pouco mais de esforço da base o Vilmar poderia ter sido eleito para o Senado?
Sem sombra de dúvida. O governador Marconi Perillo foi o grande carro chefe da campanha do deputado Vilmar Rocha para o Senado. Por onde ele passou fazendo campanha, ele pediu voto para Vilmar. Mas claro, se houvesse mais empenho da base de muitos candidatos a deputados federais e estaduais com certeza o resultado seria outro para ele.

O governador nomeou o vice-governador José Eliton (PP) para sua principal supersecretaria, uma secretaria que comanda boa parte do PIB goiano. O sr. acha que isso já o fortalecimento do José Eliton prevendo que já assuma o governo naturalmente em 2018?
Olha, eu acho que nós estamos muito longe de 2018. O nome de José Eliton é um nome natural, como é natural o nome do Vilmar Rocha para esta disputa que virá.  O Dr. José Eliton chegou, era uma pessoa desconhecida do cenário político, mostrou desenvoltura, mostrou garra, não foi um vice-governador apagado, mostrou capacidade e foi o primeiro supersecretário indicado. Por tudo isso, é claro que é o primeiro nome natural para 2018. Mas nós temos que buscar agora é manter essa base unida até 2018.

Nesses últimos quatro anos a oposição teve um bom número de deputados estaduais, federais, teve a questão da operação Monte Carlo que também foi uma arma para a oposição e, com tudo isso, o governador Marconi Perillo conseguiu ser reeleito até com mais tranquilidade que em 2010.  Agora com a oposição com menos deputados federais, estaduais e com o governador fortalecido, a tendência é que chegue mais fragilizada nos próximos quatro anos?
A tendência é que a oposição continue se enfraquecendo. Daqui alguns dias, teremos a campanha para as prefeituras. Daqui uns dias virão outras eleições. Então a tendência é que ela chegue mais fragilizada. Mas nós, da base, não podemos subestimar a sua força. A existência da oposição é saudável. É interessante que há oposição em qualquer governo.

Para terminar, o sr. disse aí o nome do Francisco Júnior, do Virmondes, em fim, vários nomes que o PSD tem inclusive o seu. Analisando a situação de Goiânia hoje, quais serão os temas a serem discutidos na campanha por base e oposição e o quê que o goianiense mais sente falta na cidade?
O que eu percebo que a primeira coisa que tem que acontecer é a modernização na forma de administrar. Hoje nós precisamos também enxugar a máquina de Goiânia, nós precisamos trabalhar para que Goiânia volte a ser uma cidade que era há um tempo, uma cidade que a população tinha orgulho. Uma cidade segura, não uma cidade que está com uma artéria entupida porque não há mobilidade. Ninguém consegue perceber o desenvolvimento e ação da prefeitura em Goiânia. Eu não falo isso em relação ao prefeito Paulo Garcia, eu falo isso em relação a qualquer que esteja na frente hoje. Nós temos que pegar o que está dando certo lá fora e trazer para cá. Há quantos anos a gente escuta falar de Metrô, algo que é um sonho da população? Nós temos que ter uma resposta para o problema do transporte coletivo, para o problema de muitos carros que tem aqui, para a saúde que é um caos hoje em Goiânia. A população está cansada. Então nós temos que modernizar. Eu acho que o próximo prefeito de Goiânia precisa dar essa resposta. Que o transporte coletivo irá funcionar, que nós vamos ter uma mobilidade, que nós vamos ter uma saúde que funcione, que nós vamos ter segurança, que nós vamos ter condições de gerar emprego.

Dentro dessa realidade, o que falta hoje?
Falta visão. Faltam pessoas que tenham coragem para mudar essa estrutura que está aí, sacudir a poeira, construir algo sólido, algo permanente, eu acho que o próximo prefeito de Goiânia precisa fazer isso.

 

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