Economia no poder público

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O ano de 2015 começou dando seguimento ao pessimismo do final de 2014 na esfera econômica. O lado bom de toda esta onda é que os governos federal, estadual e municipal focam os ajustes necessários para fazer economia, pelo menos neste primeiro ano de gestão. Cada governo tem o seu próprio objetivo, mas economia do dinheiro público, principalmente depois de um ano eleitoral – quando se gastou muito, em todas as esferas – é uma boa notícia.
Diminuir a estrutura da máquina pública é o objetivo do governador Marconi Perillo (PSDB) desde quando consolidou a sua reeleição no final de outubro. O tucano sabe que 2015 será de muita economia no governo federal – que viabilizou a sua terceira gestão com empréstimos bilionários – e que isso significa menos fonte de recursos fora do Estado e, consequentemente, menos investimentos diretos em obras e serviços.
Desta forma, Marconi utiliza um expediente muito conhecido no meio político entre os gestores públicos. Se a previsão é de dificuldades financeiras, o ideal é cortar na carne logo no início do mandato e, assim, conseguir economizar recursos que serão utilizados para fazer obras na segunda metade do governo. Assim, a máquina pública é reduzida nos primeiros anos e expandida à medida das necessidades políticas e da proximidade com a nova eleição.
Na prefeitura de Goiânia, o prefeito Paulo Garcia (PT) também prepara uma ampla reforma administrativa para economizar recursos. A grande diferença em relação ao governo estadual é que Paulo já está na metade final de seu mandato. O petista apostou todas as suas fichas na atualização da Planta de Valores, que significaria mais recursos por meio do aumento na arrecadação do IPTU, mas foi derrotado politicamente na Câmara Municipal. Não sobrou outra saída que não seja reestruturar a administração e economizar.
O grande problema é que o prefeito corre contra o tempo. Paulo Garcia não tem o tempo que Marconi Perillo tem para economizar e tocar obras. Terá que fazer as duas coisas paralelamente. Além disso, precisará driblar a Câmara Municipal, que tem uma formação extremamente hostil ao prefeito, após a eleição de Anselmo Pereira (PSDB) na presidência da Casa, Elias Vaz (PSB) no comando da Comissão de Constituição e Justiça e Thiago Albernaz (PSDB) na Comissão Mista.
Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff (PT) também faz economia para acertar as contas do governo federal. No ano passado, a administração petista não conseguiu atingir a meta do superávit primária, a economia que o governo faz para pagar dívidas. Isso estremece a relação com os investidores e o mercado financeiro, coisa que Dilma quer evitar em seu governo. Maior prova disso é a nomeação do economista Joaquim Levi para a secretaria da Fazenda.
Boa leitura. Ótima semana!

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