Eficiência nos serviços será a marca de Marconi

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A implantação de uma marca de governo sempre foi uma preocupação do governador Marconi Perillo (PSDB), desde o seu primeiro mandato como administrados em 1999. E neste ano de 2015, quando começa o seu quarto mandato em Goiás, o tucano já começa a trabalhar para que esta marca seja consolidada.

Assim como nos governos anteriores, a tendência é que Marconi Perillo priorize alguns trabalhos que tendem a transformar em sua marca de governo, que ao mesmo tempo sirva como um reflexo de ações prioritárias que ajudaram o governador a alavancar seu trabalho e garantir suas reeleições.
E neste seu quarto mandato que começou no dia 1º de janeiro de 2015, muitas expectativas geram em torno das especulações sobre qual será a marca deste governo. A proposta de enxugamento da máquina e a criação das supersecretarias com o objetivo de reduzir gastos e fazer uma administração popular e mais eficiente na prestação de serviços para o cidadão será o foco principal até 2018.
Para seus aliados, Marconi deve continuar mantendo seu trabalho com eficiência e buscando uma consolidação ainda maior de seu nome para alçar voos mais altos. Para isso, ele deve finalizar as obras que já estão em andamento, seja ela de qualquer natureza, e projetar o Estado nacionalmente, além de continuar com a realização de reformas que julgue necessárias.
Um outro ponto que será uma das frentes de Marconi, será a tentativa de aproximação com a população, agindo mais em prol das pessoas e trabalhando com a capacidade justa da máquina administrativa, sem gorduras, para que assim, a população seja priorizada.
A maior dificuldade que se apresenta no horizonte do tucano é como fazer um governo enxuto financeiramente, com corte de gastos da máquina pública e ao mesmo tempo com uma agenda de obras que poderão trazer benefícios para os goianos.
Para tal ele precisa de uma equipe de inteira confiança, já que o plano de governo precisará ser cumprido a risca, evitando-se desperdícios de recursos para que investimentos sejam feitos. E, com uma equipe escolhida a dedo, o governador já determinou que os auxiliares se atentem a isso.
Outro ponto primordial será o de buscar auxílio financeiro em Brasília. Para isso ele conta com a proximidade de auxiliares como a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, e com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cida­des e Assuntos Metro­po­litanos, Vilmar Rocha (PSD), que são próximos dos ministros Joaquim Levy e Gilberto Kassab, da Fazenda e das Cidades, respectivamente.
Em seu discurso de posse no último dia 1º de janeiro, Marconi reafirmou que vai trabalhar com um governo eficiente, pautado na austeridade e racionalidade. “Estou aqui para ser o governador da modernização e consolidação do agronegócio; da industrialização acelerada e consciente; da inserção definitiva de Goiás no comércio, dentro e fora do País; como grande polo de serviços, infraestrutura e logística nacionais; da sedimentação do Estado como grande destino turístico do País; da inovação tecnológica; do Estado eficiente; e da distribuição dos benefícios civilizatórios para todos os goianos. O governador da solidariedade no presente, e de uma vida melhor no futuro”, disse na oportunidade.
O presidente do PSDB Paulo de Jesus reforçou que o trabalho do governador será pautado na vida das pessoas. “Ele vai trabalhar com eficiência e planejamento para gastar com a população”, reforça Paulo que comenta também que Marconi deve terminar as obras e priorizar a educação. “Como princípio fundamental, a educação terá um olhar diferenciado pelo governador para trabalhar a qualificação profissional, a educação básica e, consequentemente, a geração de emprego trazendo investimento para Goiás e melhorando a vida das pessoas”, salienta.
Segundo Vilmar Rocha a questão da educação também será o centro de um ‘Goiás moderno e sustentável’. “A educação é a base e reflete em todas as áreas, na ciência e tecnologia e na cultura, que trazem a modernidade e a evolução das demais áreas como saúde e segurança que também são importantes”, diz.
A Secretária da Mulher, Desenvolvimento Racial, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Trabalho, Lêda Borges (PSDB) acredita que Marconi deve governar para o povo. “Eu creio que a questão de desenvolvimento social que eles. Dar ao povo a condição de trabalho, de economia e melhorar a vida das pessoas. Nós temos que governar para o povo goiano, cada dia mais”, acrescenta.

Marca pessoal
O quarto mandato de Mar­coni Perillo também terá sua marca pessoal segundo analistas políticos goianos. Depois da apresentação de nomes para seu secretariado que mostra a pouca influência de seus aliados e uma liberdade maior na composição de seu quadro administrativo, o que fica na visão dos analistas é uma administração bem mais pessoal de Marconi do que em seus mandatos anteriores.
De acordo com o professor de jornalismo da Universidade Federal de Goiás, Luiz Signates “Marconi estabeleceu um secretariado pessoal com uma administração com a cara dele muito mais do que com o espectro de seus aliados”, o que mostra uma experiência e recuperação do governador diante de uma imagem que se abalou em seu terceiro mandato, mas que já foi superada.
Segundo Signates, o governo deve sim mostrar mais eficiência e as mudanças administrativas feitas com a criação de supersecretarias e o enxugamento da máquina mostram que ele deve focar o seu trabalho em ações palpáveis e coerentes. “Acredito que a marca dele será uma redução de despesas para fazer fácil uma economia que será difícil de acordo com o cenário. Ele deve trabalhar com o ajuste fiscal como atitude defensiva que eu considero correta”, avalia.


Problemas podem permear o governo, segundo analista

Segundo o professor de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica e analista político Joãomar Carvalho, Marconi deve trabalhar articulando nacionalmente pensando em um futuro político maior. Ele acredita que tudo que ele fizer nesse mandato será pensando em seu voo nacional, mas que, a seu ver, terá muitos problemas ainda.
Joãomar analisa como primeira e principal ação do governo para 2015 que foi a criação das supersecretarias como uma ação não muito eficaz. “Na prática deve mudar pouca coisa e isso para mim é uma verdadeira barafunda na gestão do Estado como ele já havia feito há algum tempo com as agências”, relembra.
Na análise de Joãomar, a intenção e o foco de Marconi ainda estão confusos. “Vão ocorrer muitos conflitos ainda. O que vemos é que Marconi quer ganhar Goiânia e Região Metropolitana para ter forças para um futuro nacional”, acredita.
As indicações da cúpula administrativa do Estado foi muito mais pessoal dessa vez, na visão de Joãomar. Segundo o professor, Marconi colocou os nomes seus nomes mais próximos e as articulações políticas não funcionaram muito bem.
“Ele colocou gente de sua confiança para ter mais autonomia como Jayme Rincón (PSDB) e José Eliton (PP). Quem forçou a barra, como Jovair Arantes, por exemplo, acabou ficando de fora”, ressaltou o analista que disse que Marconi compôs a sua administração a seu gosto.
Joãomar não enxerga essas mudanças propostas pelo governador com um modelo de gestão e acredita ainda que Marconi deve priorizar Goiânia e região metropolitana, além da região do entorno, onde é menos aceito, para fortalecer sua imagem para 2018. “Ele está temido por questões de despesas e está interessado em um voo nacional”, reforça.


Marcas dos governos de Marconi Perillo

Primeiro mandato – 1999
Seu primeiro mandato foi marcado pelo reconhecimento da máquina e algumas mudanças, principalmente na área social. Uma das grandes dificuldades enfrentadas por Marconi em seu primeiro mandato foi a aprovação de seu governo já que tinha minoria dentro do legislativo, o que foi superado com o tempo. No primeiro houve muito investimento na área social, com criação de vários programas sociais, como Bolsa Cidadã, Cheque Moradia, Salário Escola, Bolsa Universitária, dentre outros. Houve maior aproximação com o funcionário público, que passou a receber 13º salário no mês do aniversário, dentre outros benefícios. Em obras, a inauguração do Crer, em 2002, foi a mais destacada.

Segundo mandato – 2003
Em 2003, Marconi investiu em infraestrutura, com construção de diversas obras dentre elas o Centro Cultural Oscar Niemeyer e do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia, o Huapa, e do início de algumas como o Centro de Excelência do Esporte, que deverá ficar pronto neste ano, depois das obras serem paralisadas por seu sucessor. Ele também instituiu um pacote de bondades voltado aos servidores públicos, no qual os contemplou com aumentos de salário no último ano de seu segundo mandato.

Terceiro mandato – 2010
Marconi precisou de dois anos para “colocar a casa em ordem” segundo aliados, e mais dois anos para reerguer-se politicamente, já que sua imagem foi arranhada por conta de investigações de seu governo por conta da Opreção Monte Carlo, da Polícia Federal. Com isso, foi feito um trabalho intenso de obras nos dois últimos anos, com a recuperação da malha viária do Estado, por meio do programa Rodovida, e da efetivação de um pacote de obras em Goiânia e na Região Metropolitana da capital, financiadas, em boa parte, por empréstimos conquistados junto ao governo federal.

Quarto Mandato – 2014
Marconi inicia o governo com a previsão de um mandato marcado pelo enxugamento dos gastos públicos e com a aplicação da economia gerada pelo corte de despesas públicas na área social, com melhor prestação de serviços por parte da administração estadual, formando, assim, uma gestão mais próxima da população. A reforma administrativa, com a redução de secretarias e extinção de autarquias, como a AGR e a Agel, e de cargos no governo, foi a primeira das atitudes tomadas. 

 

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