Eleição após eleição

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A manchete da Tribuna desta semana pode assustar um pouco aquelas pessoas que não costumam acompanhar a política partidária mais de perto. A um ano e meio para as convenções partidárias – que definirão os candidatos a prefeitos e vereadores de todos os municípios do país – já se discute quem será o vice do ex-governador Iris Rezende (PMDB), que ainda nem mesmo deu mostras de que tem o  desejo de ser candidato, mais uma vez, à prefeitura de Goiânia.
Se há um ditado em política que é 100% verdadeiro é esse: “Quando termina uma eleição, já começa a próxima”. Isso não acontece apenas no PMDB de Goiânia, ou em qualquer outro partido do Brasil isoladamente. Após o fim de uma eleição, a próxima começa a ser o assunto do momento. Publicamente, os pretensos candidatos usam diversas estratégias para se pouparem do desgaste junto à opinião pública e fugirem da mira dos adversários. Nos bastidores, porém, as conversas e articulações não param. Errar o chamado time é mortal na política. Por isso, lideranças e partidos estão em constantes conversações.
Mais do que qualquer outra liderança goianiense, uma possível candidatura de Iris Rezende chama a atenção por alguns aspectos. O primeiro é devido à sua história, não só em Goiânia, como em Goiás. Se no Estado, ele polariza a política com o governador Marconi Perillo (PSDB) e sua base aliada, em Goiânia Iris é a liderança que mais se destaca. Apesar do desgastes da atual administração do prefeito Paulo Garcia (PT), que foi vice de Iris entre 2009 e 2010, o peemedebista ainda mostra uma força muito grande na capital.
Outro aspecto é que Iris está cada vez mais perto de sua aposentadoria. Tema que, ele mesmo, já fala publicamente sem nenhum tabu. Aos 81 anos de idade, Iris Rezende poderá ser eleito prefeito de Goiânia com quase 83 e terminar seu mandato com 87 anos. Desta forma, abre-se um leque grande para aquele que conseguir ser seu vice. Isso tudo, claro, falando em possibilidades e usando muito o “se” – se Iris for candidato; se ele for eleito; se…
Mesmo sendo muito cedo, a possibilidade de pegar um “atalho” para o comando do Paço Municipal da capital, assim como fez o atual prefeito Paulo Garcia, povoa o imaginário de várias lideranças. E estas já começam a se movimentar antes mesmo de 2015 começar para valer. O objetivo é acompanhar o processo para poder agir na hora certa. Modificando um velho ditado popular, é saber o tempo de “subir no cavalo” estando ele “arreado”, ou não.

Boa leitura. Ótima semana,

 

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