PT e PMDB: Aliança no fim?

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Piorou muito a relação entre PMDB e PT, em Goiânia, e é perceptível que há mais incendiários do que bombeiros no ambiente entre os dois partidos. Ao final de 2013, o empresário Júnior Friboi (PMDB) falava da preferência de uma aliança com o deputado Ronaldo Caiado, presidente do DEM/GO. O fato distanciou os dois partidos na aliança de 2014. Agora, novas indicações de afastamento estão evidentes.
O deputado eleito pelo PMDB, José Nelto, em entrevista à Rádio 730, empostou a voz para dizer da preferência da aliança, de novo, com o senador eleito Ronaldo Caiado. E sabe ele muito bem que do lado que estiver o presidente do DEM não haverá a mínima chance de participação do PT goianiense. Nelto afasta um aliado ao preferir Caiado.
A reação do deputado estadual petista, Humberto Aidar, foi como aquela canelada de zagueiro duro no futebol. Ele perguntou por que os peemedebistas não entregam os cargos que têm na prefeitura de Goiânia, administrada por Paulo Garcia, já que preferem o presidente do DEM.
Por outro lado, causou um grande mal estar o fato de o então presidente do PMDB goianiense, Mizair Lemes Jr., articular a integração à chapa oposicionista que conseguiu a vitória na mesa diretora da Câmara Municipal da capital goiana. O mesmo vale para a tão falada reforma administrativa que pegou os peemedebistas de surpresa, apesar de uma reunião de início de discussão sobre o assunto. Reformar com cortes de cargos, como disse o chefe de gabinete de Paulo Garcia, Olavo Noleto, é cortar espaços políticos. Alguém vai perder.
No meio do desgaste da relação entre petistas e peemedebistas está o vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano (PMDB), com a missão de representar um cargo eletivo, mas com limitações na ação política. Ele argumenta que o PMDB depositou muito na aliança entre os dois partidos e começou com a vice de Paulo Garcia com Iris Rezende numa eleição que era ganha. Em 2014, a candidatura de Antônio Gomide interrompeu o processo das alianças, como já abordamos em outros artigos.
Para acrescentar mais elementos no distanciamento, há uma tendência de que os problemas da relação nacional entre PT (ou governo Dilma Rousseff) e setores do PMDB sirvam como combustível para alimentar a separação, em Goiás. Enquanto isso, os que estão do outro lado dão gargalhadas (PSDB e aliados). Afinal, a divisão entre PT e PMDB, em Goiânia, só favorece aos interesses dos que estão no Palácio das Esmeraldas.

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