Oposição profissional?

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A poucos dias de tomar posse para uma nova legislatura, os deputados estaduais de Goiás eleitos em 2014 preparam suas estruturas para um novo mandato. Os novatos, lógico, mais ansiosos. Os veteranos mantém o foco na continuidade e na segurança de mais quatros anos de poder. É fato que da base marconista, maioria na Casa, não há nenhuma expectativa que não seja manter o controle sobre as decisões do legislativo. Na oposição, nomes novos darão ou não algum trabalho para os governistas?
O deputado José Nelto (PMDB), em entrevista ao Diário de Goiás, disparou, entre outras declarações polêmicas dadas a jornalistas, que “o jogo agora é profissional, não tem amadores mais naquela casa. Se o governo der um ritmo, a oposição sabe responder. Não vamos atacar as pessoas, xingar as pessoas, vamos fazer tudo com muita inteligência”.
Sem dúvida, a declaração do experiente deputado peemedebista deve causado um estremecimento assustador nas estruturas do Palácio das Esmeraldas. E mais, pode até ter causado uma reunião de emergência do núcleo político de Marconi Perillo (PSDB). Algum assessor do governador deve ter, em correria, gritado nas salas do décimo andar do Palácio Pedro Ludovico, que o governo estaria sobre séria ameaça por que os deputados oposicionistas causarão muita dificuldade ao governo. “Atenção, atenção, reunião urgente, agora a oposição vai ser profissional”, teria dito ele.
Nem tanto, assim. Será que a oposição na Assembleia Legis­lativa sabe mesmo o que é uma atuação eficiente do ponto de vista político. A julgar pelas ações dos deputados oposicionistas do mandato que termina agora, a resposta é não. Qual foi a dificuldade que Marconi Perillo e sua base tiveram para aprovar qualquer projeto no último mandato? Quando a oposição ameaçou em alguma Comissão de Inquérito? Qual o estrago que a caravana oposicionista causou quando saiu umas duas vezes para visitar obras inacabadas e isso implicou em desgaste para o governo?
Por outro lado, é coerente a afirmação do deputado José Nelto sobre xingatório e discursos exaltados no legislativo. Eles conquistam pouca credibilidade e adicionam quase nada no convencimento a eleitores. A afirmação do deputado deixa margem para outra perspectiva: o uso da inteligência. Até que ponto os novos deputados terão informação organizada, ação estrutura, planejamento político eficiente, marketing político de verdade, análise de cenário e objetivos traçados? Ok, José Nelto, agora é hora de mostrar se a frase dita ao repórter Samuel Straioto será colocada realmente em prática. Quem vai ganhar essa disputa: O Palácio ou os deputados oposicionistas?

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