Os problemas da mobilidade em Goiânia

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A cada ano que passa o trânsito em Goiânia fica cada vez mais congestionado. No horário de pico, o tempo que os motoristas e usuários do transporte coletivo levam para chegar ao seu destino ainda não se compara às maiores metrópoles do Brasil – em São Paulo, por exemplo, é normal que a volta para a casa depois de um dia de trabalho dure três horas -, mas tem sido cada vez maior. O que fazer para que a nossa capital não pare, literalmente?
A solução para muitos é o investimento no transporte coletivo. Esta é a saída imediata que  especialistas, por exemplo, apontam para que a cidade tenha uma desaceleração em relação ao crescimento do trânsito. De fato, muitas cidades do mundo conseguiram controlar o trânsito com a construção de eficientes sistemas de transporte coletivo. Na Europa e na Ásia, principalmente, a grande parte das metrópoles contam com um transporte rápido, relativamente barato e de qualidade.
O problema principal é que, para que isso ocorra, é necessário mais do que priorizar o transporte de massa – é preciso de vultuosas somas financeiras e, principalmente, planejamento. Caso isso não ocorra, as obras, que são feitas como uma tentativa de dar mais vazão ao transporte público, podem ajudar a travar ainda mais a mobilidade.
No mundo, especialistas defendem que uma cidade (ou centro urbano) que atinja a marca de um milhão de pessoas já necessita planejar um sistema de transporte sobre trilhos, que dê agilidade para o usuário. O mais utilizado é o metrô – subterrâneo ou de superfície -, onde os trens não param nos semáforos e conseguem atingir os destinos quase sempre em linha reta. No Brasil, porém, este tipo de transporte é pouco utilizado devido ao alto custo. Metrópoles como Salvador, por exemplo, que conta com quase três milhões de habitantes (apenas o município), inaugurou o seu sistema de metrô apenas no ano passado. E ainda bem menor do que o necessário. Cidades como Goiânia, que tem pouco mais de um milhão de habitantes, não tem nem previsão para a confecção de um projeto.
Nesta condição, corredores de ônibus podem ser a saída? Podem. Nesta edição, a Tribuna traz uma matéria da repórter Juliana Marton que discute o assunto. A questão é a necessidade de planejamento. Durante muito tempo, os corredores Universitário e da Avenida T-63 – os primeiros a serem implementados neste século – ficaram ligados somente pelo antigo corredor da Rua 90. Agora, com o corredor da Avenida 85, a expectativa é que haja maior integração do sistema.
Só isso, porém, não é o suficiente. Para o goianiense deixar o carro em casa, os veículos do sistema precisam ser confortáveis. Além disso, é necessário que se tenha uma quantidade de ônibus que não cause superlotação dos veículos no horário de pico. E, acima de tudo, respeito aos horários designados na planilha. Tudo isso ainda é desafio para o transporte de Goiânia. Só a partir de então é que poderemos pensar em migração dos usuários de carro para os ônibus.
Boa leitura, ótima semana!

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