Secretária de Educação abre diálogo com diretoria do Sintego

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A secretária de estado da Educa­ção, Cultura e Esporte, Raquel Tei­xei­ra, se reuniu com a diretoria executiva do Sindicato dos Traba­lha­do­res em Educação do Estado de Goi­ás (Sintego) na última semana. O en­contro aconteceu no gabinete da se­cretária e foi marcado, durante todo o tempo, por um clima amistoso. ​
Presidente do Sintego, Bia de Lima destacou sua expectativa em manter um bom diálogo com o governo estadua​l durante a gestão da professora Raquel Teixeira. Para isso, segundo ela, conta positivamente o currículo da atual secretária, que já ocupou o mesmo cargo anteriormente e acumula uma vasta experiência no setor educacional.
A secretária aproveitou o encontro para ressaltar a sua disposição em manter um relacionamento pautado no respeito e no “diálogo franco e aberto” com a diretoria do sindicato. Raquel Teixeira também reafirmou sua intenção em lutar pela implantação de políticas públicas de valorização da categoria. “Tenho uma vida inteira dedicada à educação e a convicção de que nada na educação pode avançar, inclusive as medidas mais difíceis, se não houver negociação. Não há nada no mundo que não seja resolvido em uma mesa redonda, olho no olho ”, acrescentou ela.
Raquel afirmou ainda que, em sua gestão, as decisões serão tomadas após ouvir a opinião do sindicato que representa os professores e servidores da educação. “Em alguns momentos, haverá divergências; mas o diálogo será sempre proposto para encontrarmos juntos a melhor alternativa”.

Pautas
O encontro entre o Sintego e a secretária da Educação foi pautado por cinco pontos principais: pagamento do reajuste do Piso Salarial Nacional; concurso público para professores e administrativos; Plano de Carreira dos administrativos; Quadro Transitório do Magistério; e Eleições para diretores das escolas.
Em relação ao Piso Salarial, a secretária lembrou a limitação financeira do Estado, que destina hoje mais de R$ 22 milhões somente para o pagamento do piso dos professores. Raquel ressaltou que está preocupada com essa questão, já que a lei do piso tem ocasionado um achatamento na carreira. Mas, de acordo com ela, a Secretaria de Estado da Fazenda já está realizando um estudo sobre o assunto. “São decisões que dependem muito mais das secretarias da Fazenda e de Planejamento do que da nossa secretaria”, explicou ao sindicato.
Quanto ao concurso público para professores e servidores administrativos, Raquel declarou ser totalmente favorável à realização do processo seletivo, já que o déficit de profissionais na rede pública estadual é grande e precisa ser resolvido. O terceiro ponto apresentado pelo Sintego diz respeito aos professores com contratos temporários, que foram demitidos por decreto no final do ano passado. Segundo a secretária, o assunto será levado ao conhecimento do governador durante uma audiência já solicitada por ela. Raquel adiantou que vai defender, junto ao governador, a recontratação desses professores, que são essenciais para manter o ritmo normal das aulas nas escolas estaduais.
Já sobre o Plano de Carreira dos Administrativos, a secretária declarou que essa é uma reivindicação antiga que tem o seu apoio. Conforme ela, essa questão começou a ser discutida no final de sua primeira gestão e agora deverá ser retomada. “Sou parceira dos servidores nessa luta. Quando deixei o cargo de secretária estadual de Educação, em 2002, logo após terminarmos o Plano de Carreira dos Professores, começamos a discutir essa mudança”.
Referente ao Quadro Transitório do Magistério, Raquel se comprometeu a estudar melhor o assunto e dar uma resposta à categoria. Quinto e último ponto da pauta do encontro, as eleições para diretores foi um assunto que ficou para ser discutido em um próximo encontro.

 

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