Fé e conflitos na Terra Santa

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Na Terra Santa nasceu a fé no Deus único com o povo Judeu, por volta do ano XVII aC, quando Deus se manifesta a Abraão e indica que ele deve deixar a terra de Ur e seguir em busca de Canaa. Por muitos séculos apenas os judeus adoravam o Deus único. Desta raiz nasce o Cristianismo, Jesus Cristo que se revela como sendo o filho de Deus. A partir daí mais uma revolução a nível de fé acontece no mundo, a fé cristã se espalha rapidamente.Também da fé no Deus único, nasceu o Islã, no ano 610 da era cristã. O profeta Maomé, recebe a revelação por parte do Anjo Gabriel e, a partir de então, a nova religião é instituída no Oriente.Essas três religiões monoteístas compõem o mosaico da fé e da religião na Terra Santa. Um mosaico ameaçado constantemente pelos inúmeros conflitos religiosos e sociais.

As guerras fazem muito barulho e o Ocidente tende a culpar sempre o “fundamentalismo religioso”. A culpa recai sobre a Fé, como se o melhor fosse viver sem religião. Mas o comprometimento com a fé em sua raiz verdadeira faz com que homens de boa vontade sejam testemunhas de um amor gratuito e generoso. Como exemplo podemos citar: os hebreus, que têm ONG’s para ajudar refugiados e imigrantes que chegam aqui em situações de sofrimento e abandono; a Igreja Católica que investe em educação para todos sem discriminação, em hospitais, em trabalhos sociais diversos; muçulmanos que lutam pelo diálogo e pela tolerância, mas, o mal faz muito barulho e tende a esconder o bem que se faz.
A religião por aqui não é o problema, mas sim o coração do homem que insiste em não mudar, que insiste em combater o outro para mostrar quem é o mais forte. Por aqui vejo a força de pessoas que heroicamente testemunham sua fé no Deus único e que optam pelo recolhimento ao invés dos holofotes.
Não posso esconder a minha origem de fé, sou católica e também como comunicadora tento fazer minha parte, busco levar boas e verdadeiras notícias de que na Terra Santa tem gente dando a vida, lutando para que os conflitos cessem e para que um dia a paz não seja uma utopia.

*Cristiane Henrique, missionária da Comunidade
Canção Nova na terra Santa

 

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