Paulo tenta acelerar

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Na última semana de janeiro o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT) abriu uma agenda com a criação de fatos para aparecer mais e promover as realizações de sua administração. O leitor pode perguntar: quais são as obras e projetos da atual administração de Goiânia? E é, exatamente aí que mora o problema. Há publicidade demais, e muita propaganda boca a boca, dos problemas da gestão de Garcia e menos estímulos positivos sobre o que é feito.
Aqui, na Tribuna, foi abordado que a administração de Paulo Garcia ainda teria, apesar dos problemas, mais de R$ 1 bilhão em obras, principalmente com financiamentos e convênios com o governo federal. Na assessoria de Paulo, há um esforço para a organização de uma “agenda positiva” que possa amplificar a percepção dos eleitores goianienses em relação ao prefeito.
E, foi por isso que Paulo Garcia apresentou-se em entrevista coletiva ao Clube de Repórteres Políticos e, em seguida, levou autoridades e jornalistas para conhecer o andamento das obras do Projeto Macambira-Anicuns. O prefeito fechou a semana em visita a escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIS). Em seguida, a agenda preparou o lançamento da obra de requalificação da Praça Cívica com recursos de R$ 12 milhões oriundos do governo federal e em parceria com o governo estadual.
A grande obra da administração de Paulo Garcia para a cidade é a construção do corredor do transporte coletivo no eixo Norte-Sul com o BRT. A obra junta-se aos investimentos nos outros corredores das principais avenidas (T-63; 85; T-9; T-7). O lançamento do BRT já tem data provável para a ordem de serviço. A administração busca uma agenda com ministros do governo de Dilma Rousseff para dar força ao fato.
Sem ignorar os problemas causados pela não-aprovação do reajuste do IPTU e do ITU, que retirou pouco mais de R$ 70 milhões das previsões de caixa para 2015, há uma tentativa de Paulo Garcia recuperar o crédito perdido. O prefeito certamente sabe o quão é importante a elevação dos índices de aprovação da administração dele para o sucesso do grupo político que ele representa na eleição de 2016.
Enquanto Paulo tenta se recuperar, a oposição não descansará da insistente campanha para manter a avaliação do prefeito em baixa. Uma nova crise vem pela frente com a avaliação da nova tarifa do transporte coletivo da região metropolitana. O prefeito é o presidente da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) que aprova a tarifa. O acordo de pagamento das gratuidades feito no ano passado e que segurou um reajuste maior não foi cumprido, pois as empresas não viram o dinheiro. Agora, a tarifa vai pesar. E muito. O prefeito que se prepare.

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