Balança começa ano com recorde

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P6 01 Jota EurípedesO avanço de 1,3% nas exportações e o recuo de 38,8% nas importações de ja­nei­ro, em relação ao mesmo período do ano passado, produziram o primeiro superávit do ano na balança comercial de Goiás. A diferença entre as vendas de US$ 402,489 milhões e compras de US$ 246,490 milhões proporcionaram o saldo de US$ 155,998 milhões, o maior para o mês no histórico do comércio internacional de Goiás.
Vice-governador e titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED), José Eliton divulgou os números em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (04/02), no Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Esta­va acompanhado do superintendente executivo de Comércio Exterior, William O’Dwyer.
Eliton avalia como de grande importância para a economia goiana o acúmulo do superávit comercial: “O último saldo negativo registrado foi em janeiro do ano passado. Desde então, passamos a contar com saldos positivos seguidos, o que fez com que fechás­semos 2014 com superávit de US$ 2,560 bilhões, o melhor resultado obtido por Goiás em toda a sua história”, enfatiza. Em janeiro do ano anterior, o déficit foi de US$ 5,4 milhões.
Pelo quinto mês consecutivo, as carnes (bovina, suína e aves) lideraram a lista de produtos vendidos ao exterior.  No mês, as vendas de carnes atingiram o valor de US$ 91,8 milhões, que representaram 22,8% do total das exportações.  Em seguida, aparecem o milho (14,8%), sulfeto de cobre (13,4%), ferroligas (10%), soja (8%), açúcar (8%), ouro (7%), couros e derivados (6,6%), além de amianto, outros produtos de origem animal, prepa­rações alimentícias, algodão, café, produtos químicos orgânicos, produtos farmacêuticos e máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos.
José Eliton ressalta o desempenho do milho, mas destaca a participação de outros produtos na pauta de exportações. “As vendas de milho cresceram 164% se comparado com 2014, porém, destaco a venda de produtos com valor adicionado como maiôs e biquínis para o exigente mercado japonês, de prepara­ções alimentícias para a Ho­landa, Hong Kong, Espanha e Japão; medicamentos para a Índia e partes de veículos para a Suíça”. Esses, segundo ele, são exemplos de inserção de novos produtos goianos em importantes mercados mundiais.
A China foi a principal compradora dos produtos goianos. O gigante asiático comprou US$ 61,7 milhões ou 15,35% das mercadorias goia­nas enviadas ao mercado externo. A Holanda foi o segundo principal mercado com 10,21% do total. Na sequência, aparece o Vietnam, 8,16%; Índia, 6,23%; Hong Kong, 5,3%; Suíça, 5,24%; Espanha, 4,77%; Reino Unido, 4,47%; Japão, 3,61%; e Egito, 3,10%.
O vice-governador ainda informa que em janeiro foram exportados 263 produtos para 93 mercados: “Além de parceiros importantes como China e Holanda, temos o Vietnam co­mo o terceiro maior comprador dos nossos produtos.  Esse é um dado importante na medida em que estamos atuando para aumentar a pauta de produtos e de países parceiros”, diz.
Importações
Os produtos farmacêuticos continuam como o principal item das importações goianas. Em janeiro, o produto representou 20,86% das compras do Estado no mercado externo. Veículos automóveis, tratores e suas partes (19,20%), caldei­ras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (13,27%), produtos químicos orgânicos (12,35%), adubos ou fertilizantes (10,14%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,15%), plásticos e suas obras (3,16%), instrumentos e aparelhos de ótica e fotografia (2,97%), produtos cerâmicos (1,48%) e obras de ferros fundidos, ferro ou aço (1,16%), completam a lista dos principais produtos importados pelo Estado.
Os países de origem dessas importações foram Alemanha, que enviou US$ 43,634 milhões, representando 17,70% do total comprado; Japão (15,04%), Coreia do Sul (10,97%), Estados Unidos (9,22%), China (8,02%), Tailândia (6,35%), Índia (3,87%), Canadá (3,54%), Suíça (3,45%) e Itália (1,96%).
De acordo com Eliton, a elevada queda nas importações de Goiás se deu em função da retração nas compras de produtos farmacêuticos, veículos automóveis, máquinas e aparelhos mecânicos e de adubos e fertilizantes. “As empresas ainda estão inseguras com a possibilidade de recessão no país, e, por isso, estão diminuindo os estoques reguladores”, afirma.

Goiás x Brasil
Estatísticas do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) mostram cenários diferentes para as balanças comerciais goianas e brasileiras. Enquanto o país acumulou em janeiro um déficit de US$ 3,1 bilhões, Goiás obteve saldo positivo de US$ 155,9 milhões.
No mês, as exportações brasileiras apresentaram queda de 14,5%, ao passo que as exportações goianas evoluíram 1,27%.  Por sua vez, as vendas goianas para o exterior representaram 2,94% das exportações brasileiras, contra 2,48% no ano passado.

 

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