Movimentação intensa e atípica

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O ano de 2015 começa um pouco atípico em relação a outros períodos. Janeiro, por exemplo, que é reconhecidamente o mês de chuvas em Goiás, teve uma das maiores sequências de dias secos da história. O índice pluviométrico ficou cinco vezes abaixo da média anual, causando preocupação aos habitantes das cidades e desespero aos produtores rurais. Além de afetar o abastecimento de água nos municípios, a falta de chuva também complica a produção de energia elétrica – já que a matriz enérgica brasileira ainda é muito dependente da hidroeletricidade – e encareça a conta de luz toda vez que as termoelétricas precisam entrar em ação.
Na política, janeiro de 2015 e os primeiros dias de fevereiro também foram atípicos. Nacionalmente, as investigações da Polícia Federal em relação ao suposto esquema de corrupção na Petrobrás não deu trégua ao governo Dilma Rousseff (PT) que, aos trancos e barrancos, ainda tenta acertar as contas que terminaram no vermelho em 2014. A crise política e econômica no Brasil ainda se une às crises externas. Na economia, a queda vertiginosa do preço do barril de petróleo inviabilizou economias de países exportadores da commodity, como a Venezuela e a Rússia. Politicamente, também há problemas, como a ação de extremistas na Europa (caso Charlie Hebdo) e no Oriente Médio (Estado Islâmico), além da crise sem fim na Europa, que ajudou a eleger Aléxis Tsípras, que atua no campo da extrema esquerda, como novo primeiro-ministro da Grécia .
Em Goiás, a movimentação política também foi grande. Na base aliada do governador Marconi Perillo, janeiro foi o mês das queixas após o governador tocar uma grande reforma administrativa no fim de 2014. Lideranças que não ficaram satisfeitas com a perda de espaço nos primeiros escalões, como o deputado federal Jovair Arantes (PTB) e o ex-deputado Carlos Alberto Lereia (PSDB), reclamaram publicamente por estarem sendo preteridos na escolha dos novos auxiliares. Na semana passada foi a vez do ex-secretário da Saúde Antônio Faleiros (PSDB) reclamar publicamente pela falta de espaço e diálogo.
Na oposição também houve brigas e discussões. Na formação da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, os deputados Paulo Cezar Martins (PMDB) e Adib Elias (PMDB) travaram uma disputa até o último minuto pela quarta secretaria da Casa. Mesmo tendo maioria na bancada, Elias abriu mão para Martins, mas as sequelas permanecem. Pelo menos foi essa a impressão que eles passaram após a sessão que definiu os novos comandantes do Legislativo goiano. Discussão na Alego não foi exclusividade do PMDB, diga-se de passagem. O PSD – com a disputa entre Lincoln Tejota e Virmondes Cruvinel – e o PSDB – Manoel Oliveira X Nédio Leite – também travaram disputas. Se 2015 vingar o que o ano começou prometendo, teremos muita movimentação até dezembro, não resta dúvida.
Boa leitura. Ótima semana!

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