Sandoval Cardoso é processado pela PGE

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Após a revogação dos decretos publicados no Diário Oficial Estadual (DOE), da última quarta-feira, 11 de fevereiro, visando o cancelamento de progressões e promoções de servidores estaduais concedidos nos últimos 180 dias de 2014 pelo ex- governador Sandoval Cardoso e outros nove titulares de pastas estaduais da antiga gestão, o governo do Tocantins, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), ingressou com ações judiciais no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO) e na Vara da Fazenda Pública de Palmas com processos de Ação Civil Pública, Ação Direta de Inconstitucionalidade e Notícias-Crime.

As ações visam garantir a governabilidade da atual gestão estadual, obedecendo aos limites legais da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e aos limites da Lei Complementar 101/00 que preveem reclusão e perda de mandato ao gestor que ultrapassar o limite legal de gastos com pessoal, estipulado em 49% da renda líquida do Estado. Desde o primeiro dia do ano, a Procuradoria vem estudando caso a caso quanto à viabilidade financeira daqueles atos publicados em 2014, com início de anuência para janeiro de 2015. A Pro­cu­ra­doria supõe que houve má fé por parte da gestão passada na concessão dos benefícios concedidos a determinados servidores estatutários.
De acordo com a PGE, caso fossem contemplados, os gastos com pessoal pelo governo do Estado chegariam aos 64%, o que seria inviável, ilegal e economicamente impossível, levando em consideração a situação financeira que vem passando o Estado do Tocantins. A Procuradoria informou ainda que a Administração Estadual não pode contemplar tais atos, uma vez que não dispõe de limite financeiro, nem dotação orçamentária, tendo em vista que todo gasto realizado pelo Poder Público deve ter dotação orçamentária para tal finalidade.

Descumprimentos
Segundo a Procuradoria, os ex-gestores descumpriram a Constituição Federal, ferindo o artigo 169, a Constituição Estadual, no descumprimento dos artigos 82 e 85, como também a LRF, nos artigos 15 a 23. Ainda segundo a PGE, os ex-gestores descumpriram o Código Penal no artigo 359, alínea G, que versa sobre “Ordenar, autorizar ou executar ato que acarrete aumento de despesa total com pessoal, nos 180 dias anteriores ao final do mandato ou da legislatura: (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000) Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. (Incluído pela Lei nº 10.028, de 2000)”.
Ações Criminais
Para a PGE, deverão responder na Justiça pelos atos criminosos o ex-governador Sandoval Lôbo Cardoso, além dos ex-secretários da Admi­nistração, Lúcio Mascarenhas Mar­tins, o ex-secretário da Fazenda, Joaquim Carlos Parente Júnior, o ex-secretário de Segurança Pública, José Eliú de Andrada Jurubeba, a ex-presidente do Instituto de Desen­volvimento Rural do Tocantins – Ruraltins, Miuky Hyashida, o ex-secretário de Saúde, Márcio Carvalho da Silva Correia, o ex-presidente do Instituto Na­tu­reza do Tocantins – Naturatins, Stalin Beze Bucar, a ex-secretária da Educação e Cultura, Adriana da Costa Pereira Aguiar, e o ex-presidente da Agência de Defesa Agro­pe­cuária do Estado do Tocantins – ADAPEC, Marcelo Aguiar Inocente. Para a Procuradoria, todas estas pessoas teriam ou deveriam ter ciência do impacto que tais benefícios e concessões causariam, na já inflacionada, folha de pagamento do funcionalismo público estadual do Tocantins.


Mourão é o líder do governo na Assembleia

 

A Mesa Diretora da Assem­bleia Legislativa leu na sessão desta quarta-feira, 11, mensagem do governador Marcelo Miranda (PMDB) que nomeia o deputado Paulo Mourão (PT) como líder do governo no Parlamento. A definição se deu em reunião ocorrida no Palácio Araguaia na manhã desta quarta-feira, 11, entre o governador e sua bancada parlamentar.
“Estou certo de que a escolha muito contribuirá para o fortalecimento do processo de interação e articulação políticas entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”, garantiu Marcelo, em comunicado. A escolha foi vista como positiva por alguns parlamentares, como Elenil da Penha (PMDB), Zé Roberto (PT) e Eduardo Siqueira Campos (PTB).
Membro da bancada de oposição, Eduardo Siqueira Campos solicitou providências do presidente da Casa, deputado Osires Damaso (DEM), para a criação de condições regimentais a fim de que a oposição também possa apresentar seu líder. Ele exemplificou que o cargo existe no Senado e na Câmara Federal, e criaria uma situação de igualdade de direitos no Parlamento tocantinense.
A deputada estadual Val­derez Castelo Branco (PP) elogiou a escolha do colega de parlamento, deputado estadual Paulo Mourão (PT) como líder da base do governo. “Eu avalio que pela experiência e pela facilidade de tramitar entre os poderes Legislativo e Executivo, ele será um ótimo representante”, disse a deputada sobre Mourão.

 

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