Carnaval em meio à estiagem

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Chegou o feriado mais esperado de todos os brasileiros – o carnaval. Para quem gosta da festa, o período é uma oportunidade para se divertir em meio a blocos, shows e trio elétricos país à fora. Quem não gosta – e são muitos, por mais que a data se confunde com o país, principalmente no exterior -, usa o momento como lazer e descanso. Aliás, para quem trabalha nunca é demais um feriado prolongado para recarregar as baterias, não é mesmo?
Neste ano, o carnaval ocorre em meio a um cenário não habitual. Apesar de as chuvas estarem mais constante em fevereiro, a grande estiagem que sofre o país neste início de ano é algo que preocupa, e muito, população e autoridades. Em São Paulo, já se fala, até mesmo, em rodízio de água. A fórmula que pode ser usada pelo governo paulista é a seguinte: o consumidor teria água em suas torneiras por dois dias e ficaria quatro sem o bem material mais importante para a vida humana.
Em Goiás, a situação não é tão alarmante assim, mas preocupa. Por isso, é importante discutir o tema e achar soluções para se evitar algum tipo de racionamento no futuro. Matéria da repórter Juliana Marton mostra o porquê que chegamos a esse ponto e o que deve ser feito para evitarmos que o pior ocorra. Além do uso irracional da água – muito desperdiçada pela população, setores da agropecuária e indústrias -, há também os problemas ambientais, como o assoreamento de rios.
O problema que passa o Brasil hoje com a falta de água pode até ser facilmente contornado nos próximos meses, mas a mensagem que fica é uma só – a água não é infinita, mas finita; desta forma, devemos ter políticas públicas e iniciativas populares que protejam mananciais e que evitem o desperdício do bem. Ou, então, o nosso futuro poderá estar em jogo.
Na política, o carnaval peemedebista ainda é a permanência, ou não, do empresário Júnior do Friboi no partido. Na semana passada, o diretório regional enviou o caso para o Conselho de Ética da agremiação, que terá 90 dias para dar o seu parecer. O empresário, assim como o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Frederico Jayme, são acusados de infidelidade partidária por ter apoiado o governador Marconi Perillo (PSDB) nas eleições do ano passado.
Quem estava na oposição no ano passado, mas que pode passar para o lado da base do tucano é o empresário Vanderlan Cardoso (PSB). Após a segunda disputa mirando o governo do Estado, Vanderlan mudou o discurso e diz que só será candidato, novamente, se tiver estrutura partidária. Disse que vai conversar com todos os lideres políticos de Goiás para escolher o seu caminho. Notícias de bastidores mostram que ele deve ter uma conversa com o governador em breve. Caso migre para a base, Vanderlan poderá ser candidato à prefeitura de Goiânia, projeto que o agrada. No grupo governista, porém, o socialista terá uma grande concorrência, já que já há muitos pré-candidatos ao Paço Municipal no ano que vem.
Boa leitura. Ótimo carnaval!

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