Vamos cuidar do nosso planeta!

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A escassez da água tem sido um dos temas mais preocupantes e discutidos atualmente. Jornais, revistas, filmes e internet tratam o assunto em nível de urgência. Crise! Clamam a conscientização de todos, afinal, a realidade é uma só: É preciso economizar a água!
Nesta perspectiva, a Secretaria Municipal de Educação (SME) está empenhada em desenvolver ações e projetos que buscam a conscientização dos alunos de todas as idades, desde os pequeninos da Educação Infantil, passando aos adolescentes, jovens, adultos e idosos do Ensino Fundamental e Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos (Eaja).
Em consonância com a proposta da Educação Ambiental trabalhada em sala da aula com os alunos, os professores colocam em prática diversas ações que despertam nos alunos o interesse em conhecer e se tornar sujeito ativo, que se preocupa com a problemática exposta. Um exemplo do tema trabalhado na Educação Infantil está no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Residencial Itamaracá, localizado na região Noroeste de Goiânia. Por lá, a criançada já aprendeu que a água é preciosa.
A lição tem sido ensinada por meio do projeto “Um mergulho no planeta água: Do universo infantil à preservação da vida”, idealizado pelas professoras Sandra Márcia de Paula e Telma Lúcia Nunes Santana, com objetivo de trazer para o ambiente escolar a necessidade de se fazer o uso consciente da água.
“Nossa intenção é que desde pequenas as crianças já aprendam que é preciso ter responsabilidade e cuidado com o nosso planeta. Que o uso irresponsável da água pode comprometer a sobrevivência dos seres vivos”, disse a professora Sandra.
Já a professora Telma ressaltou que o projeto busca também envolver a família dos educandos: “Vamos ter momentos em que os pais virão ao Cmei para compartilhar o que fazem em casa e conseguem preservar a água”.
A ideia do projeto partiu de rodas de conversas, metodologia pedagógica aplicada na educação infantil, onde as crianças contaram às professoras que viram o assunto na televisão. João Paulo Dias Pereira, 4 anos, disse: “Tia, eu vi na TV que abre a torneira e não tem água”. “Se não chover, as plantinhas e os peixes vão morrer. Por quê?”, disse a pequena Heloísa Pereira de Assunção, 5 anos.
Partindo da curiosidade dos pequenos as professoras elaboraram o projeto que trata temáticas como: “O ciclo da água”, “Como se forma a chuva”, “Os estados físicos da água” e o “Uso consciente da água”. Os filmes “De Gotinha a Gotinha”, do Grupo Palavra Cantada; e “O Dia Chuvoso, da Turma do Sid, o cientista; e o livro “A Gotinha Plim Plim”, já foram abordados com as crianças, que no pátio do Cmei. A culminância do projeto é que as atividades produzidas no decorrer do ano sejam todas concentradas e publicadas em um livro.


Carnaval consciente

 

 

A festa de carnaval da Escola Municipal em Tempo Integral Professora Maria Nosídia das Neves, localizada no Residencial Barravento, foi de muita conscientização com o tema “Tá faltando água? Quem dança?”. Fantasiados e em clima de festa e alegria, os alunos foram embalados pela samba-enredo: “Tá com sede? Bebeu Água? Não tem água? Nem natural? Nem mineral? Como assim? E os rios, as lagoas? Tudo secou, afinal?”.
A diretora da escola, Isabel Leal, ressaltou que, como o país está em alerta com relação ao problema da falta de água, e o assunto sempre tem sido abordado nas aulas, os alunos despertaram para o desejo de cuidar e preservar os bens naturais do nosso planeta. “A criatividade fluiu entre os alunos e professores. Discutiram e refletiram sobre a questão a ser desenvolvida com toda a comunidade escolar. Em sala de aula, os docentes apresentaram a temática aos alunos, os protagonistas da aprendizagem. Juntos decidiram quais ações seriam trabalhadas. Com a participação efetiva de todos, o projeto saiu do papel. Tudo começou com a história do carnaval no Brasil e no mundo e se transformou no nosso carnaval com tema ambiental”, contou.
Alunos com idade entre 10 e 11 anos foram convidados a embarcar em um universo de conteúdos relacionados ao meio ambiente. Os pais também entraram no clima. Máscaras, fantasias e a decoração da escola deram um charme especial na comemoração.
Nayan Neves, 9 anos, foi mestre-sala em um dos desfiles durante a festa. Ele aprovou o tema deste ano e achou muito importante. “Aprendi que não podemos gastar água, porque senão o mundo inteiro vai ficar sem. A professora ensinou que podemos reaproveitar a água da chuva para fazer algumas coisas em casa. Foi bem legal! Temos mesmo que cuidar do nosso planeta”, afirmou.

Lição na prática
Também com temática relacionada ao uso consciente da água, alunos da Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos (Eaja), da Escola Municipal Professor Nadal Sfredo, localizada no Jardim Liberdade, participam de aulas específicas sobre o tema. O empenho é do professor de Geografia, Sandres Fernandes dos Santos.
Para ele o tema é uma dos mais importantes e fundamentais a ser abordado em sala de aula. “É preciso trabalhar o assunto em todos os níveis de ensino. Hoje, podemos dizer que o bem mais precioso da humanidade é a água. A potável tem ficado cada vez mais escassa e, provavelmente, no futuro, isso pode gerar maiores problemas, até guerra. Temos que compreender e praticar o uso consciente da água”, pontuou.
Noélia Silva, 27 anos, aluna da 6ª série, está consciente sobre os cuidados que deve ter com o meio ambiente. “Eu aprendi que a cada dia temos que economizar mais água. Se continuarmos com o desperdício não vamos ter mais água. Os rios estão secando, a gente vê isso nos jornais todos os dias”, comentou.
A aluna Jenifer Ferraz Barreto, 15 anos, disse que leva para casa tudo o que aprende na escola: “Quando eu estou em casa, lembro do que o professor ensinou que temos que economizar água”.
O diretor do Departamento Pedagógico da SME, mestre em Ecologia e Produção Sustentável, Marcos Pedro da Silva, ressaltou que a Educação de Goiânia trata a conscientização quanto ao uso da água com uma visão formadora de cidadãos. “A escola passa a ser um espaço educador sustentável, abordando e discutindo a ‘crise da água’ em diversos contextos. Afinal, não se trata apenas de uma responsabilidade do ambiente escolar, mas de toda a comunidade que almeja a sustentabilidade”, ressaltou. (Lívia Máximo)

 

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