Marconi na contramão

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altair tavares2Qual a surpresa na declaração de Marconi Perillo (PSDB) sobre o discurso feito pela oposição em prol do impeachent da presidente Dilma Rousseff (PT)? Não há dúvida de que o governador goiano posicionou-se com muita clareza na contramão do que os seus partidários discursam no cenário nacional e regional, também. Foi surpresa, sim, para os peessedebistas, em Goiás principalmente.
Em palavras muitíssimo claras, Perillo disse: “Eu não defendo essa tese do impeachment, do golpe. O meu partido perdeu a eleição. O PT ganhou e cabe a ele ter a competência de costurar uma boa gestão administrativa e política e dar uma resposta a esses problemas todos que estamos enfrentando. Eu, como governador, não torço para o quanto pior, melhor. Eu trabalho para que o Brasil tenha estabilidade, porque a instabilidade federal resulta na instabilidade dos Estados e dos municípios”.
Pronto. Perillo acertou um discurso para a intervenção na política nacional com coerência, apesar da contraposição ao que pensam os líderes da oposição a Dilma e ao PT. O pensamento de Marconi chama os prefeitos de todo o país para a perspectiva de que é melhor ter um governo com mantenha o equilíbrio econômico do que “o quanto pior melhor” sonhado pela oposição.
Em outra via, o que Perillo ganharia com discurso duro contra a presidente quando o governo dele mantém contatos, diálogo, convênios, contratos e até aliados no Governo Federal. O governador tem muito mais a ganhar do que a perder ao posicionar-se contra a campanha pelo impeachment de Dilma. Pode ganhar prestígio junto ao Palácio do Planalto e pode ganhar espaço no debate nacional. Claro, pode perder com o olhar desconfiado dos líderes do PSDB nacional (E do DEM, também). Por fim, na contramão, Marconi escolheu um rumo. E na política, isso é essencial.

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