O difícil caminho até Brasília

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O governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Ronaldo Caiado (DEM) têm várias diferenças, mas, pelo menos, uma coisa em comum – ambos buscam a viabilização de um projeto nacional mais amplo. Interlocutores do tucano falam abertamente que, depois de quatro mandatos de governador no Estado, Marconi age em busca de um “voo nacional”, que seria ser candidato à presidência da República – ou vice – nas eleições de 2018.
Ronaldo Caiado não admite tal hipótese, mas age neste sentido. É hoje o opositor mais barulhento da presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional. Tem conseguido superar, até mesmo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi derrotado pela petista nas eleições de 2014. Se Caiado critica Dilma ‘aos cotovelos’, tem economizado críticas a Marconi, no plano local. Se no horizonte Caiado tem dois projetos para 2018 – governo do Estado ou presidência da República -, pelo menos em seu início de mandato ele opta por fortalecer o segundo.
De qualquer forma, os dois terão muitas dificuldades para tocar o projeto Planalto-2018, caso assumam este rumo político. Goiás nunca encontrou ressonância nacional para que um de seus políticos pudessem concorrer ao posto máximo do executivo nacional com viabilidade. Vários já tentaram. O ex-governador Iris Rezende em 1989; o ex-governador Maguito Vilela em 1994; e até mesmo o governador Marconi Perillo em 2006, quando terminou o seu segundo mandato.
O único que conseguiu ser candidato foi o próprio Ronaldo Caiado em 1989. O atual senador tentou a presidência da República pelo modesto PSD (que não tem relação com o atual partido) e conseguiu pouco mais de 400 mil votos. Não foi, hora nenhuma, um candidato viável, mas marcou posição, principalmente entre os ruralistas, setor que representa. A ex-deputada Iris Araújo (PMDB) também foi candidata em 1994, mas a vice, na chapa do já falecido Orestes Quércia (PMDB). Também passou longe do Planalto.
Com este histórico, a Tribuna foi atrás de especialistas e políticos para saber a verdadeira viabilidade dos projetos nacionais de Marconi Perillo e Ronaldo Caiado. O resultado, você lê nas páginas 9 e 10. Apesar de haver muito tempo até a próxima disputa – mais de três anos – qualquer voo nacional terá que começar a ser viabilizado de imediato. Perillo e Caiado sabem disso e, cada um ao seu jeito, já dão os primeiros passos. A trajetória de ambos nos próximos anos será de extrema importância para o sucesso, ou não, deste projeto.

Boa leitura. Ótima semana!

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