Grande invento

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E5 01Muitos provavelmente vão achar a história de Eli Whitney bastante peculiar. Ele nasceu na zona rural dos Estados Unidos, em Westboro, uma pequena região localizada no Estado economicamente promissor de Massachusetts. Filho de uma família da classe média, poucos poderiam imaginar que o jovem daquela pacata região rica em água potável e de um clima frio no inverno e quente no verão, fosse dar reviravoltas e deixar o nome gravado para sempre na história da humanidade.

Tudo em função do invento de uma descaroçadora que transformou o processo de cultura de algodão nos Estados Unidos. Mas, antes desse fato em si, é necessário descrever parte da trajetória desse americano que culminou com sua importante invenção. Ao contrário do desejo de seus pais, que tentaram influenciar para que ele seguisse a carreira de advogado ou padre, Eli Whitney optou pelo curso de Engenharia Mecâ­nica. Área em que concluiu a graduação no ano de 1792, pela Yale University.
Apesar do seu talento nato e pronto para exercer o ofício, o mercado de trabalho não era dos melhores naquele momento, o que tornou difícil a obtenção de um emprego. Foi aí, então, que ele decidiu iniciar a carreira de professor. Uma atividade que não chegou a exercer por muito tempo, principalmente em função de uma redução no salário que o obrigou a largar o ofício.Diante da situação inesperada e catastrófica para quem estava iniciando a vida profissional, o engenheiro resolve aceitar emprego em uma fazenda produtora de algodão. A oferta partiu da dona do local, Catharine Greene, a qual tinha conhecido Eli em uma viagem que fez pouco tempo antes de abandonar o emprego como educador.

Surge uma ideia
Inicialmente a intenção era que Whitney cursasse a faculdade de Direito e nos intervalos ajudasse no ofício rural da maneira que pudesse. Descontente e, ao mesmo tempo, preocupado com seu futuro, ele resolveu aceitar a proposta e então se mudar para o interior.Um belo dia, em meio à imensidão branca das plantações de algodão já pronta para a colheita, Whitney percebeu que a retirada da fibra do algodoeiro demorava horas para ser feita porque o processo era totalmente manual. E por isso, com seu “olhar de engenheiro”, percebeu que era preciso desenvolver um processo mecânico que facilitasse o trabalho.
Ele acreditava que isso, certamente, seria do interesse de todos os fazendeiros porque assim o beneficiamento do produto seria mais rápido. Resumindo: com a agilidade no processo mais dinheiro viria para o bolso dos proprietários rurais e para Eli também.Depois de pensar bem sobre assunto, muita observação e rabiscos, o engenheiro desenvolveu um protótipo que impressionou pela funcionalidade.
A máquina tinha um formato retangular e era composta, entre outros equipamentos, por ganchos que puxavam o fio do algodão a partir da sua semente. A eficácia do sistema era tamanha que o trabalho braçal de um dia poderia ser feito em apenas uma hora. Em função disso, o inventor da descaroçadora não demorou em fazer a solicitação de patente para a fabricação da máquina em escala comercial.


Dificuldades

 

Apesar de todas as expectativas iniciais em torno da descaroçadora, os altos lucros esperados não vieram. Isto porque o processo de liberação da patente demorou quase um ano para ser efetivado. A demora fez com que a máquina fosse copiada e pirateada por outras pessoas e por isso os royalties pela ideia nunca chegaram aos bolsos do inventor, mesmo após vários processos jurídicos reivindicando a patente.Decepcionado, Whitney deixou de lado o projeto e anos mais tarde criou um novo sistema de máquinas que possibilitava a fabricação de produtos diversos em escala comercial. Desta vez a tecnologia foi aplicada em sua própria fábrica, de onde viu surgir grandes lucros, até sua morte em janeiro de 1825.

 

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