Marconi com foco nacional

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altair tavares2Ao reunir 4 governadores em Goiânia para iniciar uma campanha de apoio às usinas de açúcar e álcool do Brasil, Marconi Perillo (PSDB) deu mais um passo na estratégia de consolidar-se como uma liderança nacional. O encontro teve a participação de Geraldo Alckmin (São Paulo), Reinaldo Azambuja (Mato Grosso), Pedro Taques (Mato Grosso do Sul) e Beto Richa (Paraná). E a primeira iniciativa não deve parar por aí.
Quando o documento de defesa dos interesses econômicos das usinas, que aponta profundas dificuldades econômicas, for entregue à presidente Dilma Roussef (PT), lá estará o governador que liderou os outros quatro para falar de um problema nacional e da busca da inserção do Etanol na matriz energética.
No mandato anterior, Perillo teve que ocupar-se com os problemas internos do seu governo e dissipar a crise deflagrada pela Operação Monte Carlo e a CPI do Cachoeira, no Congresso. Foram, praticamente, dois anos com o foco interno. No outro, o foco eleitoral para a manutenção do poder.
Agora, do ponto de vista político, o novo mandato dá margem para que Marconi Perillo organize a tão sonhada inserção nacional. Mais que planejar, executar. Afinal, planejamento sem execução não leva a lugar nenhum. Apesar dos problemas internos de organização financeira do governo de Goiás e da necessidade de manter seus compromissos em dia, há margem para atuação nacional.
E não foi por acaso, certamente, que Perillo manifestou a opinião contrária ao impeachment da presidente Dilma Roussef e enfatizou que ela tem o direito de governar. Claro que também teve o foco na tentativa de entrar no debate nacional. Do mesmo modo, o governador Renan Calheiros Filho (Alagoas) esteve em Goiás para conhecer a ousada reforma administrativa do governador goiano.
A iniciativa de Perillo, do ponto de vista político, busca reverter a fraca imagem que os políticos de Goiás têm no cenário nacional. Atuar contra esta onda não é tarefa fácil, pois não está na estrutura política goiana a prioridade para a inserção neste espaço. E tem mais, os políticos goianos não atuam em conjunto na defesa dos interesses dos interesses do Estado. De forma exagerada, o chefe de gabinete da prefeitura de Goiânia, Olavo Noleto, na Rádio 730, disse que “a política goiana é medíocre”. Segundo ele, por causa das brigas entre os grupos.
Medíocre, fraca, menor, fragmentada, ou não, a política em Goiás carece realmente de lideranças nacionais. Atualmente, quem mais consegue esta presença é o deputado Ronaldo Caiado, líder do Partido Democratas, no Congresso. Mas, este é um parlamentar que divide o Estado, não unifica. Goiás carece, sim, de lideranças que consigam voos nacionais. Com Perillo, ou sem, ou Caiado, ou outros.

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