Um lugar para todos

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708 - E8 e E9 - Escola no Pq. Industrial João Brás adquiriu SRM com o Escola AcessívelEntendido como direito de todos, o livre ir e vir é, para muitos, um desafio. Por ser a escola, espaço onde as crianças, jovens e adolescentes devem passar boa parte de suas vidas, mais do que qualquer outro, esta deve estar preparada para receber os educandos, atendendo-os em quaisquer que sejam as suas necessidades.

A Prefeitura de Goiânia busca promover condições de acessibilidade, referente ao ambiente físico, aos recursos didáticos e pedagógicos e à comunicação e informação nas escolas e centros municipais de educação infantil. Por esta razão, mantém, desde 2008, parceria com o Governo Federal, por meio do Programa Escola Acessível, do Ministério da Educação (MEC).

O financiamento disponibilizado via Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) às escolas contempladas oferece condições de adequações para acessibilidade ao ambiente físico, aos recursos didáticos e pedagógicos e à comunicação de informações. Segundo dados do Fundo Municipal de Manutenção da Educação, desde que foi implementado, as instituições contempladas somam cerca de 1,3 milhões de reais. 

Uma das 102 instituições cadastradas, até 2014, para receber o incentivo foi a Escola Municipal Osterno Potenciano e Silva, localizada no Setor Castelo Branco, onde foram feitas rampas de acesso, rebaixamento do bebedouro, corrimãos e placas em braile.

De acordo com a diretora, Patrícia Marinha César, o recurso veio em boa hora e foi muito bem utilizado. “Temos uma aluna cadeirante e ela se sente bem melhor. Cada vez mais precisamos melhorar a inclusão na educação em todos os aspectos, e o físico é o principal deles. É um excelente Programa e eu parabenizo a Prefeitura de Goiânia por ter feito essa parceria”, disse.

A aluna Natália Amaral, 9 anos, estuda há três na instituição e “Antes, existiam muitos degraus e as pessoas tinham que me levantar e abaixar para ter acesso ao parquinho. Agora posso circular livremente com minha cadeira”, conta.

Muito além do concreto

Além das adequações arquitetônicas, as escolas também devem destinar parte da verba do Programa para a aquisição de cadeiras de rodas, recursos de tecnologia assistiva  e mobiliários acessíveis.

Localizada no Parque Industrial João Bráz, a Escola Municipal Ernestina Lina Marra aplicou o investimento na instalação da Sala de Recursos Multifuncional (SRM). Espaço pedagógico da escola equipado especificamente para atender às necessidades educacionais especiais de alunos, que são atendidos no contraturno escolar de segunda a sexta-feira.

Para a diretora da instituição, Elenir Batista Miranda, a partir da aquisição da SRM, os alunos foram sensibilizados a aceitar e valorizar as diferenças. As ações são propostas de forma interdisciplinar a fim de fortalecer o trabalho da SEM.

Marília Soares Oliveira, professora da SRM, entende que para se promover uma educação verdadeiramente inclusiva é preciso promover condições físicas para manter o educando com necessidade especial, e, sobretudo, avançar nos estudos e discussões sobre as necessidades especiais e os preconceitos ainda existentes.


 

Mais de escola acessível

Desde 2008, as escolas cadastradas vêm recebendo e aplicando as verbas do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Cada uma delas recebe um valor específico de recursos para serem aplicados por meio de um plano de ação elaborado pela escola com base nos critérios de aplicação do MEC.

A expectativa da Secretaria Municipal de Educação (SME) é que até o final de 2015 todas as unidades municipais estejam adequadas quanto a acessibilidade. “É um excelente programa. Estamos acompanhando de perto, ajudando as instituições com os projetos para que todas as normas e adequações sejam realizadas”, ressaltou a secretária de Educação de Goiânia, Neyde Aparecida.


 

Acessibilidade em rede

Além da parceria com programas de financiamento do governo federal, reformas e manutenções são feitas periodicamente pela Secretaria Municipal de Educação (SME) para garantir a todos os educandos o acesso, a permanência, a aprendizagem, o desenvolvimento.

O arquiteto da divisão de Acompanhamento de Rede Física do Departamento Administrativo da SME, Celso Viana, explica que a tendência é que, em pouco tempo, 100% das escolas e centros municipais de educação infantil tenham algum nível de acessibilidade.

Nas novas construções e nos projetos de reformas, a SME busca seguir o que estabelecem as normas da ABNT 9050, que são banheiros acessíveis; rampas e corrimãos que garantem acesso a todos os ambientes; portas com 80 a 90 cm de vão; e calçadas acessíveis e piso tátil”, pontua Viana.

Em julho de 2014, a SME possuía 174 instituições com algum nível de acessibilidade. Para 2015, reformas e aquisição de bens estão previstas em pelo menos 50 outras unidades. Euda Gomes, apoio técnico-pedagógico da Coordenação de Inclusão, Diversidade e Cidadania do Departamento Pedagógico da SME, acredita que as adequações para acessibilidade, assim como todas as ações inclusivas da SME visam promover a permanência dos educandos com qualidade no ambiente educacional.

 

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