Um país (ainda) dividido

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As duas manifestações que ocorreram na semana passada – uma na sexta, 13, em apoio à presidente  Dilma Rousseff (PT) e outra no domingo, 15, contrária à presidente e à corrupção – mostraram que o país ainda não se uniu após as eleições do ano passado. As duas vertentes se consolidam cada vez mais em cima da pequena diferença nos números eleitorais e se intensifica com as dificuldades de Dilma no início de seu segundo mandato. A disputa, que deveria ter terminado nas urnas, ainda está presente nas conversas, debates e redes sociais de maneira raivosa, dos dois lados.
Em outubro de 2014, a presidente Dilma foi reeleita no segundo turno das eleições com 51,64% dos votos válidos, enquanto que o senador Aécio Neves (PSDB) ficou com 48,36%. A diferença de votos, de apenas 3,4 milhões, foi a menor de toda a história política do país após a redemocratização. Se a disputa acirrada entre as duas lideranças mostrou que a democracia no Brasil se fortaleceu nos últimos anos, a pequena diferença entre Rousseff e Neves traçou um quadro  de inconformidade pelo lado derrotado.
Esse aspecto por si só já pressionaria o segundo governo de Dilma. A presidente, por sua vez, teve que encarar diversos problemas, muitos adiados e herdados do primeiro mandato. A crise econômica – com crescimento pequeno, alta do dólar e dos juros, maior inflação e com um ajuste fiscal a ser feito – é um componente que dá força para a insatisfação política dentro do país. Se não fosse o bastante, Dilma ainda tem arestas políticas no Congresso Nacional, entre os partidos aliados e dentro do próprio partido.
O desafio da presidente, que era de unir o país e conseguir mostrar um rumo no meio da crise econômica, se transformou em um calvário, com a pressão da falta de apoio político. Vendo as dificuldades da presidente e a insatisfação de parte da população, a oposição começou a ganhar forças e estimular os desgastes da petista. Algumas lideranças opositoras acabaram agarrando no conceito de “quanto pior, melhor” e têm ganhado espaço com o desmoronamento da popularidade da presidente.
O que muitos não veem é que, infelizmente, essa disputa fora de época só prejudica o país e o coloca cada vez mais em um posição de difícil recuperação. Dos dois lados, quanto mais quente estiver o embate eleitoral fora das eleições, pior para o país. É fato que hoje o Brasil ainda está politicamente dividido. A união, porém, é a única saída. União em pontos comuns de interesse de toda a população, como a Reforma Política e a melhoria da economia. Dois pontos da mais importante necessidade para o Brasil atual.
Boa leitura, ótima semana!

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