Nos rastros de história

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800 - E3 Spato velho - Crédito Reuters Boris GasparianAlguns são muito confortáveis, outros dão até calo, mas o fato é que ninguém abre mão de uma bom sapato. Além de trazer conforto para os pés, também um acerrório que ajuda a compor o visual de quem usa. Não dá para abrir mão desse conforto, pois os calaçados ajudam a proteger a sola dos pés, que desde cedo são logo recebem a proteção dos sapatos. Um aspecto curioso nisso tudo, é que não se sabe o certo como e quanto foi criado o primeiro sapato.

Segundo uma linha de pesquisa, o feito teria sido dos egípcios. No entanto, alguns teóricos defendem que um acessório, que pode ser a origem mais próxima do sapato, já era utilizada no final do período Paleolítico, também conhecido como Idade da Pedra Lascada ( cerca de 2 milhões a.C até 10. 000 a.C), o que significa que nossos brutos ancestrais pré-históricos não gostavam muito de maltratar as solas dos pés.

A afirmação de que o ser do período da Pedra Lascada usava o acessório se deve principalmente às pinturas feitas por eles em cavernas localizadas no sul da França e na Espanha, às quais fazem referência ao calçado. Também ao fato de que faziam uso de utensílios que serviam para raspar a pele dos animais abatidos por eles, o que indica que a técnica de curtir o couro também é muita antiga.

Daí a consideração científica de que a manipulação do material era feita também para criar calçados, além das peças de roupas que eram utilizadas. Num tempo menos distante do atual, pesquisas realizadas conseguiram precisar como eram confeccionados e qual a relação do calçado com as sociedades anteriores.

Nos pés e nas mãos

No antigo Egito, por exemplo, eram utilizadas sandálias de palha, papiro (uma espécie de planta), de folha de palmeira e até mesmo feitas de couro cru. Nessa época era comum as pessoas carregarem o objeto nas mãos, pois só eram utilizadas em situações específicas. Outro aspecto é que apenas os nobres utilizavam o acessório porque seu uso estava relacionado ao status social. Algumas das peças chegavam a ser enfeitadas com detalhes em ouro.

Evoluções à parte e dando um passo maior no tempo, no Brasil o sapato virou moda em meados de 1808 com um movimento de “europeização” da cultura em função da presença da corte Portuguesa. Naquela época, os escravos não tinham o direito de usar calçados, exceto os que já eram tidos como livres. Como os negros escravizados nunca tiveram a oportunidade de usar o acessório, quando conseguiam esse direito, mesmo assim eram poucos os que andavam calçados. Isso, segundo historiadores, porque depois de tanto tempo era difícil se acostumar com os calçados nos pés.

Objeto de decoração

O curioso é que o calçado passou, então, a ser uma espécie de objeto decorativo, já que muitos andavam pelas ruas com os sapatos pendurados nos ombros ou nas mãos. No referido período já existiam sapatarias na cidade do Rio de Janeiro, mas mesmo assim os calçados utilizados eram na grande maioria proveniente da Europa.
No final do século 19, o modelo mais usado pelas damas da época era uma espécie de botina fechada, confeccionada com camurça, pelica ou seda. Mas esse tipo de calçado só era usado por mulheres de muitas posses.

Correlata

Sapato velho

Há alguns anos, arqueólogos da Universidade College Cork, na Irlanda, descobriram um calçado datado de 5.500 anos. A descoberta foi feita em uma caverna localizada na Armênia. O “parente distante” dos atuais sapatos foi feito com couro de vaca e possui um formato inteiriço, estilo mocassim. Segundo os cientistas, a conservação do calçado só foi possível graças às condições secas e estáveis do local, que não permitiu a sua deterioração completa.

 

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