Adversários verdadeiros e falsos

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altair tavares4

A política é um exercício permanente de ataque a adversários? Alguns podem até entender que sim, pois torna o ambiente mais quente. Inclusive, para esquentar o cenário da cobertura jornalística é bom quando a acidez dos ataques entre os adversários políticos amplifica a disputa. No entanto, a política mais eficiente é a do fortalecimento e da construção e o fato está evidenciado na busca que os eleitores fazem, hoje, por um novo tipo de representantes.

A escolha dos adversários é uma arte, sem dúvida. Há políticos que definem a quem contrapor e levam a estratégia para o caminho e o rumo do embate que vale a pena na tentativa de construir uma posição. Recentemente, em Goiás, três embates ganharam ênfase na área política, dois especificamente em Goiânia.

A intensa crítica do senador Ronaldo Caiado (DEM) ao modo como o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), tratou a presidente Dilma Rousseff (PT), em recente visita a Goiânia, pode ser considerada uma equivocada escolha de adversário. São claras as pretensões do senador na disputa eleitoral de 2018 para governador, mas para Perillo a única alternativa é disputar uma das duas vagas para o Senado.

Entre os verdadeiros adversários de Caiado, para 2018, estão o vice governador José Eliton Jr., Vilmar Rocha, Thiago Peixoto, Júnior Friboi, Henrique Tibúrcio, principalmente. Enquanto gasta energia e discurso contra Marconi Perillo, Caiado perde terreno, pois a estrutura política do governador é muito mais consistente do que a do senador. E, os outros, estarão protegidos atrás do muro. Ao partir para esse enfrentamento, Caiado perde tempo.

O mesmo pode ser dito da recente ação de Jayme Rincón, presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras Públicas (Agetop), que manteve embate com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), em entrevistas concedidas ao Clube dos Repórteres Políticos (A íntegra delas está no www.youtube.com/diariodegoias). Qual o sentido dos ataques de Rincón a Garcia se o atual prefeito não pode ser candidato à reeleição. Da mesma forma, perde tempo na construção de uma imagem de realizador de obras do governo do Estado com um embate político desnecessário. O verdadeiro adversário de Rincón é Iris Rezende e o projeto do ex-prefeito de encerrar a vida política por onde começou.

Os dois exemplos são bons para uma análise da atual realidade política e de como uma estratégia equivocada pode desvirtuar um projeto. Por último, a equivocada ação da presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg), Helenyr Queiroz, no embate com a prefeitura de Goiânia. Inclusive, com palavras agressivas ao prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, e ao partido dele. Não é adequado que uma das maiores entidades empresariais entre no campo da disputa política. Dela, há de se esperar o foco na luta pelos interesses do setor empresarial e não construir resistências para a entidade. Mas, por fim, cada um escolhe os adversários que quer, às vezes, com muitos erros.

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