Por que é tão difícil ter educação no trânsito?

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Quem dirige diariamente nas ruas de Goiânia percebe vários problemas frequentes. Grande parte deles tem a ver com o desrespeito deliberado das leis de trânsito por grande parte dos motoristas, sejam de carros ou de motos. Os chamados “gatos” – pequenas infrações que o condutor faz por vontade própria para levar algum tipo de vantagem, como encurtar o caminho ou ganhar tempo -, que não deveriam existir, acabaram virando regra entre boa parte dos goianienses, aumentando a violência e o stress entre motoristas e passageiros.

O mais grave destas infrações são os avanços ao sinal vermelho. Existem motoristas que acreditam que não é necessário esperar o sinal verde se não há carros vindo no cruzamento contrário. Há ainda aqueles que acham que o sinal amarelo e verde são a mesma coisa e que o início do tempo vermelho ainda quer dizer “prossiga”. Desta forma, eles ‘prolongam’ o sinal verde de sua via, em um ataque deliberado de desrespeito aos motoristas da rua perpendicular, que já esperaram todo o sinal vermelho e ainda perdem alguns segundos do seu sinal verde aguardando alguns mal educados, que avançaram o sinal deles.

O problema do avanço de sinal vermelho se soma a outras dezenas de infrações que estão, a cada dia, se tornando ‘gatos institucionalizados’, como parar em faixa dupla, estacionar na esquina, fechar cruzamentos, ultrapassar pela direita (ou até mesmo pela calçada), trafegar em contramão, dentre outros. Todos estes causam problemas no trânsito, mas o avanço do sinal vermelho é o mais grave devido ao risco maior de acidentes.

O que deve ser feito para a melhoria do trânsito? O ideal é que houvesse conscientização coletiva dos motoristas para respeitar as regras de trânsito, evitando assim acidentes e respeitando o próximo. Como tais transcrições estão, cada dia, mais enraizadas na sociedade goianiense, uma maior fiscalização por parte da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) é imprescindível. E não apenas com os chamados radares eletrônicos, mas principalmente com o trabalho mais intenso dos agentes de trânsito em todo o município. Investimentos em programas de educação no trânsito também são importantes, mas só uma fiscalização efetiva trará resultados a curto e médio prazos.

Boa leitura, ótima semana!

Eduardo Sartorato – Editor-chefe

 

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