Páscoa e celeumas políticas

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Páscoa é época de reflexão e renovação. No cristianismo, a Páscoa significa a ressurreição de Jesus Cristo, que morreu para salvar a humanidade. É o feriado cristão mais importante do ano, quando é relembrada a Paixão de Cristo. Significa também o fim da quaresma, período entre o Carnaval e a Páscoa que representa os 40 dias que Cristo caminhou pelo deserto, superando provações e sofrendo angústias. Muitos utilizam o período para jejuar, pensar em suas vidas, fazer alguns sacrifícios em respeito ao sacrifício maior de Cristo.
Na semana passada, uma grande celeuma política voltou a ser assunto no Estado, uma semana antes da Páscoa, justamente o período em que, há três anos, a política goiana vivia uma de suas maiores crises. A briga desta semana, aliás, tem tudo a ver com o caso de 2012, a Operação Monte Carlo. No dia 29 de fevereiro de 2012, a Polícia Militar prendeu o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, deflagrando na prática uma investigação que levaria a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (na época estava no DEM, hoje sem partido).
Quase três anos depois de ostracismo, Demóstenes Torres voltou às páginas políticas dos jornais goianos e nacionais depois de escrever um artigo com acusações e adjetivações contra o senador Ronaldo Caiado (DEM), seu ex-aliado. O texto do ex-senador foi publicado na terça, 31, no jornal Diário da Manhã. Dentre outras coisas, Demóstenes acusou Caiado de ter recebido dinheiro de Cachoeira durante as campanhas de 2002, 2006 e 2010, quando o senador foi eleito deputado federal.
O artigo deu início a uma guerra de textos na imprensa. No final da manhã do mesmo dia, Caiado soltou uma nota respondendo às agressões de Torres. Além disso, Caiado chamou Demóstenes de “bandido”, “psicopata” e “corrupto”, dentre outros adjetivos. Quando todos pensaram que ficaria nisso, Demóstenes soltou outra nota, dizendo que “o decorrer dos próximos dias o fará perder o mandato”. Mais uma vez, Caiado respondeu, dessa vez em nota curta: “Essa ameaça de perder o meu mandato só se concretizaria se o plenário julgador fosse o antigo Cepaigo, onde Demóstenes Torres é seu forte porta-voz”.
Se essa disputa parou por aí, ou se ela continuará nos próximos dias, só o tempo dirá. O certo é que, além de Demóstenes Torres ter voltado à cena política, a sua atuação pode ser prejudicial para Caiado. Nesta previsão, leia-se a aliança política que Caiado quer construir com o PMDB para 2016 e o seu projeto para 2018, seja ele nacional – corrida para a presidência da República – ou local – rumo ao Palácio das Esmeraldas. Mesmo porque, politicamente, Demóstenes já perdeu tudo o que tinha. O único que tem a perder com essa briga, agora, é Ronaldo Caiado.
Boa leitura e Feliz Páscoa!

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