Na luta contra a dengue!

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De forma a conscientizar a população goianiense sobre a dengue e a  Chikungunya,  instituições da Rede Municipal de Educação (RME) de Goiânia realizam desde o mês de março o Dia D contra a dengue. Passeatas, panfletagens, oficinas, teatro, identificação de focos do mosquito, exibição de filme e outras atividades são realizadas na tentativa de combater a proliferação do Aedes Aegypt.
As ações de  controle e prevenção às  doenças  são realizadas  dentro do Programa Goiânia Vencendo a Dengue,  das  secretarias municipais de Educação (SME) e Saúde (SMS) em articulação com a proposta do Governo Federal. A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) também é parceira contra a doença,  na limpeza e orientação às instituições.
Segundo a diretora de Endemias, Flúvia Amorim, iniciativas de enfrentamento da doença e do mosquito transmissor fortalecem a Capital. “Não adianta nem só o poder público trabalhar sozinho, nem só a sociedade. O ideal é a união, que promove resultados muito melhores. Ao trabalhar com as crianças e adolescentes estamos plantando frutos e, com certeza, colheremos cidadãos muito melhores e conscientes”, pontua.
De acordo com a apoio pedagógico da Divisão de Estudos e Projetos (Diep) da SME e enfermeira, Marislei Brasileiro,  a atuação na cidade, em parceria com as outras secretarias, tem promovido resultados. “Desde 2010, por exemplo, o Setor Pedro Ludovico sempre foi o campeão de casos de dengue entre os bairros. Nesse ano, o setor não aparece entre os dez com maior incidência, devido ao forte trabalho de dengueiros, agentes de saúde e garis”, ressalta.
A secretária de Educação de Goiânia, Neyde Aparecida, destaca o caráter educativo da proposta, promovido há seis anos pela Prefeitura, e que agora integra também o Programa Saúde na Escola. “As instituições estruturam, de forma autônoma, os projetos sobre a temática e mensalmente realizam atividades envolvendo a comunidade escolar. Assim, os alunos saem da posição de educandos e se tornam agentes multiplicadores”, afirma.

No  final do mês de fevereiro e início de março, diretores, coordenadores e dengueiros das unidades educacionais da  Capital participaram de formação do Programa Goiânia Vencendo a Dengue. Foram distribuídos coletes e repassadas orientações quanto ao novo tipo da doença, conhecido como Chikungunya.
Todos os meses, na última semana, as escolas, por meio dos dengueiros, profissionais escolhidos para realizar o trabalho de conscientização  nas escolas, são responsáveis por desenvolver a temática e mobilizar os alunos na promoção do Dia D. E foi por meio de diversas ações que a Escola Municipal Dona Rosa Martins Perim abriu as portas  na penúltima semana de março,  para agentes de endemias, de trânsito, moradores da região.
A ação envolveu mais de 350 alunos, além da comunidade, profissionais da Educação e  educandos dos centros municipais de educação infantil (Cmei) Setor Perim e Itamaracá.  Localizada  em região de ampla incidência da doença, a escola promoveu passeata, palestra e panfletagem pelo bairro.
Júlia e Natasha, de 4 anos cada, colegas de turma no Cmei Setor Perim, já aprenderam o que cada um pode fazer para evitar que mais pessoas sejam infectadas pelo vírus. “A pessoa fica doente porque é picada pelo mosquitinho, que nasce do ovinho que eles põem no lixo que as pessoas jogam no meio da rua e enchem de água”, explica Júlia. “Para evitar é só não jogar lixo no chão”, complementa Natasha.

Combate ao mosquito
Outra instituição a realizar o seu Dia D,  foi a Escola Municipal Antônio Fidélis, no Parque Amazônia.  Além de palestras de orientação, os alunos saíram  às ruas e visitaram casas do bairro para procurar possíveis criadouros do mosquito.  Para Omar Figueira, dengueiro e professor de Educação Física da Escola Municipal  Antônio Fidélis, o  assunto vai para além da escola. “Ultrapassa os muros da  insituição, já que os alunos levam para os pais e vizinhos orientações e panfletos que ajudam na conscientização dos moradores do bairro”.  As ações  continuam  todos os meses do ano”,  ressalta.
Kleiber Pinheiro Sales, dengueiro há seis anos e professor de ciências das escolas municipais Alice Coutinho e Marechal Castelo Branco, acredita que o trabalho é fundamental. “Falar de dengue também é mexer com o lado social, pois educa os alunos e seus familiares no cuidado com suas casas e com o local em que vivem”, explica.


Dengue e Chikungunya

O mosquito Aedes Aegypt  está presente principalmente em regiões tropicais e subtropicais da África e América do Sul, e pode transmitir além dos quatro tipos de vírus da dengue, a Febre  Chi­kungunya.  Sintomas semelhantes são encontrados nas três doenças, como febre, mal estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço.  A  Chikungu­nya  chegou  ao  Brasil em 2014 e o vírus atinge  também  articulações,  com  inflamações  e  fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local. (Daniela Rezende)

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