Alianças: ainda não é o momento de discussão no PMDB

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O fato de Ronaldo Caiado ter sido citado no artigo do ex-senador Demóstenes Torres não interfere em momento algum na confiança que quase todos no PMDB têm para com o senador democrata. Mas, ao contrário de declaração recente do presidente regional do PMDB, Samuel Belchior, que disse que a sigla concederá a Caiado “apoio irrestrito” e que a aliança não vai parar por aí, deve ser “inclusive para 2018”, alguns representantes do partido preferem que as discussões sobre alianças futuras não sejam discutidas agora.

A diferença de opiniões dentro do partido ocorre no momento em que a base governista tem dito acreditar que PMDB e PT poderão se aproximar novamente, devido ao desgaste sofrido pelo senador Ronaldo Caiado. Os peemedebistas, porém, não quiseram entrar nesse mérito no momento, posicionamento que alguns já defendiam antes, inclusive, das acusações de Demóstenes Torres.

O deputado José Nelto, que é um ferrenho defensor da aliança com Caiado e é um dos partidários mais próximos do senador, preferiu deixar as discussões sobre alianças de lado. “Trataremos da aliança somente ano que vem”, ressalta.

Já o deputado Paulo Cezar Martins afirma acreditar no companheiro, mas deixa claro que as questões deve ser analisadas em separado. Para ele, pensar em aliança agora é prematuro. Ele, inclusive, defende uma chapa pura do PMDB. “Olha, eu não sou de acordo com aliança. Para mim o PMDB tem que se lançar sozinho. O partido é grande”, afirma.

Mas mesmo assim alguns defenderam que a aliança com o DEM está garantida. Um deles foi Bruno Peixoto, que corroborou com as palavras do ex-colega de parlamento e hoje presidente do PMDB em Goiás. “Faço minhas as palavras do Samuel”, atesta.

Para Mizair Lemes Jr, o ocorrido não terá respaldo para que seja colocado em cheque a parceria entre os dois partidos. O vereador esclareceu ainda que o caso parece mais pessoal do que político é que não encontra sustentação para rediscutir a parceria. “Acho que a nossa aliança não se abalou com a notícia. Essa é muito mais uma questão pessoal”, pondera.

 

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