Chegada das eleições em meio à crise preocupa

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Com o processo eleitoral batendo na porta, os prefeitos têm pela frente um desafio: realizar muito com poucos recursos. Por questões estratégicas, normalmente o maior volume de obras é concentrado no último ano do mandato do gestor. A estratégia aumenta a visibilidade do prefeito perante a população e por consequência pode levá-lo ao sucesso na busca por um segundo mandato ou em eleger um sucessor.

Com a crise financeira vivenciada pelas prefeituras, porém, esta estratégia passa a correr risco e a avaliação dos prefeitos é posta em xeque. Ciente da consequência da crise no que tange a avaliação de sua gestão, o prefeito de Anápolis João Gomes, que é pré-candidato à reeleição se preocupa. “A crise ajuda na má avaliação. É uma luta nossa de mostrar para a população que estamos trabalhando”, afirma.

Miller Assis que pode concorrer novamente, por sua vez, observa que para lidar com o problema é necessário habilidade. Para ele, a crise afeta diretamente na avaliação dos prefeitos, entretanto, Miller observa que o gestor precisa saber lidar com esse tipo de situação. “Neste momento, o prefeito tem que manter o equilíbrio. Ajustar o equilíbrio financeiro com o equilíbrio político”, alerta.

Paulo Sérgio, que pode concorrer à reeleição, ratifica a opinião dos demais e diz que até há boa vontade, entretanto a escassez de recursos gera a má avaliação. “A crise fomenta a má avaliação dos prefeitos. Querer fazer, todo mundo quer. Mas tem que ter orçamento, tem que ter recurso e a crise atrapalha”, desabafa Paulinho.

Dioji Ikeda, que ainda não divulgou publicamente sua pretensão de concorrer à reeleição, continuou escondendo o jogo e preferiu não se declarar sobre o ano que vem. “O foco está em 2015 e no momento de crise que atravessamos. Somente pensarei em eleições no ano que vem”, comenta.

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