Paulo retoma a gestão

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O governo do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, dá sinais de que conseguiu encontrar um rumo para a gestão após as crises anteriores. Em artigo anterior, aqui na Tribuna, o leitor pôde acompanhar a previsão de investimentos de mais de R$ 1 bilhão na capital e na perspectiva de que isso pudesse alavancar a desgastada imagem da administração do Paço Municipal.
A origem dos recursos é diversa, mas, principalmente, do Governo Federal, empréstimos e arrecadação direta. Depois que a presidente Dilma Roussef esteve em Goiânia para a efetivação do contrato do BRT (Abreviação de trânsito rápido de ônibus), o ambiente na gestão de Paulo Garcia ganhou um novo impulso, para cima. A obra aparecerá em poucos dias com os transtornos que trarão benefícios.
Num cenário futuro, com o BRT e os corredores do transporte coletivo construídos, a percepção dos eleitores sobre a cidade pode indicar que a capital terá um imagem melhor com a valorização da mobilidade ur­bana. No entanto, é fato que o tempo, para a administração de Paulo Garcia, é menor. Certa­mente, não vai inaugurar o BRT, mas deixará uma boa parte da obra adiantada, ou quase no fim.
No cenário político, com a liderança do vereador Carlos Soares (PT), a presidência de Anselmo Pereira (PSDB) na Câmara de Goiânia, com a recomposição de alguns vereadores para a base do prefeito, há um ambiente mais favorável a Paulo Garcia. O clima propício para a aprovação da reforma administrativa, para a redução de custos, e ampliação de receitas, dá base para um impulso na retomada de um clima de realizações propício para a gestão.
Por outro lado, a relação com o PMDB não é das melhores, apesar de o partido ter o vice-prefeito Agenor Mariano. O discurso do presidente do PMDB de Goiânia, Bruno Peixoto, que representa uma parcela do partido, com críticas na área de saúde, que deixa insinuações sobre possível manutenção da aliança entre PMDB e PT, alimentado por forças internas, exibe um ponto ainda a ser resolvido. Mas, o partido de Iris Rezende só vai mudar de discurso se o grau de apro­vação de Paulo Garcia for revertido. Por enquanto, o PMDB está de lua de mel com o novo aliado Ro­naldo Caiado (DEM), ad­ver­sário dos petistas, aqui e em Brasília.
O prefeito Paulo Garcia deu passos para fortalecer a gestão, ajustar as contas, realizar obras e manter a regularidade de serviços essenciais. Num ambiente de adversidades, deu passos para uma recomposição. É um cenário impensável ao final de 2014 para muitos adversários. A velocidade será suficiente para um clima favorável no ano eleitoral de 2016? Hoje, mais provável que sim, do que não.

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