Você ainda acredita nisso?

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Vários mitos cercam o rito do nascimento. Muitos deles, inclusive, contribuíram diretamente para a propagação da cultura cesarista. Mas, não precisa ser assim. Confira:

Vagina alargada e feia – Isso acontece imediatamente após o parto. Normal! Gradualmente, a musculatura volta à dimensão original. E quanto à aparência, nada de crise! 60% dos bebês nascem sem deixar nenhum arranhão na mamãe.

Incontinência urinária – Pode acontecer, assim como em casos de tosse crônica, obesidade, envelhecimento e prática de esportes de impacto. Em geral, quando ocorre, é temporária. Mas, quem opta pelo procedimento cirúrgico não está imune ao risco.

Pontinho do marido”? – Grosseiro e desnecessário. A episiotomia foi, e é feita ainda, sem consentimento, sem necessidade e sem anestesia. E depois do parto, alguns profissionais continuam a perpetuar essa mutilação que não ajuda em nada na vida sexual do casal.

VBAC – Quem nunca ouviu falar que uma vez cesárea, sempre cesárea? Mas, isso é mais um mito. O risco existe, porém o parto vaginal após uma cesárea (Vaginal Birth after Cesarean Section – VBAC) pode e deve ser realizado, caso seja a opção da parturiente.

Falta de dilatação – O que existe são tempos diferentes para cada mulher. Pode haver uma evolução difícil ou que estaciona, possivelmente ligadas a fatores emocionais ou do ambiente externo. Cabe à assistência eliminar as interferências e ajudar a mulher a ir em frente.

Cordão umbilical enrolado – O cordão umbilical é longo e preparado para isso. É por meio dele que o bebê respira no útero. Em casos extremamente raros, o cordão pode ser curto e impedir que o neném saia. Nesse caso, uma cesárea seria necessária.

Parto normal dói – Dói, mas ninguém pode saber qual a intensidade da dor até passar por ela. Um ponto interessante é que a dor do parto libera hormônios fundamentais que interferem, inclusive, na amamentação, como é o caso da endorfina.

Cesárea não dói – Na hora não dói, mas a recuperação do procedimento pode ser bem dolorida. O corte da cesárea, geralmente, dói de forma contínua por semanas ou até meses, o que pode atrapalhar o cuidado ao bebê.

Bacia estreita / Bebê grande – Essa desproporção pode acontecer, mas é raríssima. A grande questão é que não dá para saber se o neném vai passar, antes que a dilatação esteja completa. Então, isso só pode ser diagnosticado no final do trabalho de parto.

Parto demorado – Não existe um padrão de tempo para o parto acontecer. Cada mulher tem seu relógio biológico próprio para parir. Um parto pode demorar tanto uma hora, quanto três dias. O importante é acompanhar os sinais vitais da mãe e do bebê.

A via de nascimento não interfere na saúde – Pesquisas mostram que o parto normal fortifica o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê, além de proteger o neném de possíveis complicações e diminuir o risco de depressão pós-parto na mulher.

Depois de 9 meses, o neném não nasce de normal – Mentira! A gestação vai de 37 a 42 semanas. Geralmente, os bebês nascem com 40 semanas. Mas, o tempo é todo dele. Caso chegue-se à 42ª semana, existem técnicas naturais para indução do trabalho de parto.

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