Rota de arte

0
588

Aprimorar habilidades e competências é um dos compromissos do professor. Com responsabilidade de instigar experiências e enriquecer as linguagens junto aos alunos, a formação estética torna-se uma necessidade para a prática pedagógica. Atos como observar uma paisagem, ler um poema ou ouvir uma sinfonia são ocasiões que podem originar experiências estéticas, pois são capazes de despertar emoções e impressões, seja por serem considerados belos ou não. Com diversas leituras durante o decorrer da história, a estética compreende a criação da sensibilidade por parte do indivíduo mediante alguma forma de contemplação.

Com vistas a efetivar o compromisso de promover o acesso à cultura, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), mantém ações educativas realizadas em parceria com o Museu de Arte de Goiânia (MAG) e o Cen­tro Cultural da Universidade Federal de Goiás (UFG) com a finalidade de valorizar as produções dos artistas locais e incentivar a aprendizagem por meio da arte. O cronograma que teve programação até o último dia 15, contou com o envolvimento de sete escolas municipais e quatro centros municipais de Educação Infantil (Cmei).
Na primeira etapa, 350 educandos visitaram, no MAG, localizado no Setor Oeste,  os trabalhos dos artistas Cristina Suzuki, Fernando Quitério e Marcelo Peralta, que reunidos dividem o espaço expositivo com linguagens, técnicas, materiais e suportes, tais como, objetos, instalações, desenhos em nanquim, serigrafias e site-specific. Ao prestigiarem o Centro Cultural da UFG, os alunos apreciaram exposição com 54 obras executadas por 19 artistas e 2 coletivos, provenientes de Brasília, Curitiba, Goiânia, Palmas, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, e de outros países: Alemanha, Canadá, Cuba e Estados Unidos.
A proposta pedagógica da SME ao levar as crianças e adolescentes a estes espaços é ampliar o repertório cultural  e também aguçar a percepção de múltiplas linguagens. “O projeto está alinhado à proposta de formação integral do aluno e é uma forma de possibilitar a experiência de apreciação artística e valorização da cultura goiana”, explica Valquiria Nassar, apoio técnico-pedagógico da SME, que atua no projeto.
Nassar acrescenta que este é o segundo ano da parceria e que a expectativa é ampliar o número de educandos atendidos para que o contato com a arte torne-se frequente. “Até o final do semestre, quatro unidades educacional, aproximadamente cem alunos, devem participar do projeto. Mas além desses, a SME matém outras parcerias que proporcionam o acesso à cultura, principalmente a cultura goiana”, finaliza a apoio.

Olhar estético
Para o filósofo e historiador da rede municipal, Luiz Fernando Nunes, o amadurecimento do olhar estético requer prática cotidiana em que sejam abordadas as diferentes linguagens artísticas. “Com esta postura de valorizar a experiência estética, aqui sem entrar em juízo de valor do que é bom ou ruim, o educador e o educando conseguirão ampliar mais e mais a capacidade de fruir diante de uma obra artística”, avalia Nunes.


Olhar o belo

Nos primeiros anos de vida, é que são desenvolvidos a sensibilidade, a criatividade e imaginação do indivíduo. Assim, experiências estimuladoras podem contribuir para a formação de público e, quem sabe, de futuros artistas.
Conforme rege as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil, entre os eixos norteadores que compõem a prática pedagógica, há a necessidade de experiências que promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura.
Respeitando o que é estabelecido, uma das instituições contempladas no projeto Expedição Cultural, Cmei Vila Santa Rita esteve nos dois espaços culturais. De acordo com a coordenadora, Marilane Nunes Costa e Silva, apesar de muito pequenos, as crianças apreenderam conhecimentos que seriam difíceis de serem repassados sem o passeio. “Primeiramente eles puderam entender e apreciar o belo e sobretudo construíram o aprendizado da observação – olhar sem tocar”, conta a coordenadora.
“A arte está em todo o lugar. Ao visitar um local que reúne trabalhos artísticos é possível ampliar os conhecimentos. Contribuindo para o desenvolvimento da criança enquanto indivíduo e ser social”, explica Costa e Silva.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here