Combate à dengue, responsabilidade de todos

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A dengue é uma doença sazonal, que se prolifera em época de chuvas devido ao habitat do mosquito transmissor, o Aedes Aegypti. O inseto se aproveita da água armazenada em pneus, caixas, lixo e etc…, localizados, principalmente, em lugares abandonados ou de pouca manutenção. O mosquito põe as suas larvas na água parada e, em pouco tempo, há uma disseminação de novos hospedeiros. Ao picar alguém com a doença, o inseto capta o vírus e, ao sugar o sangue de uma pessoa saudável, este repassa a dengue.
Ok, esta história, tenho certeza, é de conhecimento da maior parte da população brasileira, que todos os anos sofre com milhares de doentes entre, principalmente, dezembro e maio. O problema é que, apesar das informações de combate ao mosquito e à doença serem constantemente repassadas, a sociedade não dá a resposta necessária por meio de ações. Muitos preferem jogar a responsabilidade para o poder público e se isentar do processo.
Os governos, municipal, estadual e federal, podem colaborar com o combate à dengue, mas sozinhos não eliminarão a doença. Se não houver um esforço conjunto da sociedade em combater o Aedes Aegypti, de nada adiantará as ações públicas pontuais. Aliás, o que se exige dos cidadãos é o mínimo do necessário, principalmente se considerarmos que manter a sua própria propriedade em ordem, sem lixo e livre de água acumulada deveria ser regra de todos, com ou sem dengue. Diante de uma epidemia, o esforço teria, obrigatoriamente, que ser ainda maior.
Vale lembrar um detalhe – a dengue, infelizmente, mata. Neste ano, 12 pessoas já vieram a óbito após o contágio da doença (até sexta, 17). O número representa um aumento de quase 64% em relação ao mesmo período de 2014. Outras 26 mortes estão sendo investigadas e têm tudo para aumentarem ainda mais esta estatística. Em números absolutos, Goiás só perde para São Paulo em casos de morte devido o contágio da dengue. Proporcionalmente à população, Goiás supera São Paulo.
Esses dados mostram cada vez mais algo que preocupa a todos no Estado. Apesar dos alertas, a população relaxou nas ações de combate ao mosquito. O que poderia ser evitado se a sociedade tirasse meia hora de seu dia para verificar e eliminar a água parada de suas casas, quintais e lotes vagos, está se alastrando e trazendo sérios problemas. O primeiro para a rede de saúde, tanto particular quanto, principalmente, pública, que não comporta o número tão crescente de casos da doença. O segundo, a própria doença em si, que ‘tira de combate’ trabalhadores e leva à morte dezenas de pessoas.
Pode ser ‘chover no molhado’ lembrar isso, mas é necessário mais empenho da população no combate à dengue. A doença continuará sendo uma terrível epidemia se você não fizer a sua parte.

Boa leitura, ótima semana!

 

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