Vanderlan na dança com Marconi

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Se fosse um baile, a reunião entre Marconi Perillo  (PSDB) e Vanderlan Cardoso (PSB) seria o ponto alto com vários convidados na observação sobre o andamento do encontro. Os cochichos das rodinhas, certamente, seriam feitos com muita cerimônia e sigilo. Uns falariam bem do encontro e muitos disparariam críticas. O baile está apenas no começo.
Imagine que estamos em junho de 2016 e que as convenções partidárias estão para definir as candidaturas a prefeito de Goiânia. O fato receberá atenção total, pois trata-se do maior colégio eleitoral de Goiás e a oposição amarga sucessivas derrotas desde 1996 quando foi eleito Nion Albernaz, pelo PSDB.
No futuro, a candidatura de Iris Rezende (PMDB) já estará consolidada. Na oposição, apa­recerão os nomes de Vanderlan Cardoso, que já teria transferido o título eleitoral para Goiânia, e, provavelmente o de Jayme Rincón (PSDB), o de Adriana Accorsi (PT), e, os outros.
De volta a abril de 2015, qual a possibilidade de o cenário descrito estar na mesa das negociações? As pedras movimentadas agora indicam esta possibilidade. O encontro entre Perillo e Vanderlan, mesmo que apenas para “aparar arestas”, como disse o ex-prefeito de Senador Canedo, é só o primeiro movimento.
Perillo não pode, agora, com tanta antecedência, definir um apoio a Vanderlan. Afinal, aos dois só restam um caminho: aproximação para a estruturação de alguma margem de confiança. A política é feita muito mais de gestos e ações do que de discursos. O governador de Goiás é observador deste tipo de situação e Vanderlan já deve ter aprendido na carreira política que o caminho é esse mesmo e não adianta apressar.
Para o PSDB, a candidatura de Vanderlan Cardoso pode ser útil para alavancar a campanha, afinal, em 2014, quando foi candidato a governador, o ex-prefeito de Senador Canedo obteve uma significativa votação na capital. Em algumas zonas, surpreendeu bastante. Ou seja, ele entra com um capital político considerável.
Mas, Vanderlan padeceu, nas campanhas para governador da carência de uma aliança que pudesse lhe dar consistência política para a disputa eleitoral. Seria vantajoso que obtivesse o apoio do PSDB, na capital. Aliás, é sua última e única alternativa. Com o DEM, de Ronaldo Caiado, fortalecido na aliança com o PMDB, não haveria mais espaço. Com o PT, impossível.
Vanderlan deixou claro que é conduzido por uma decisão nacional do PSB e de aliança com o PSDB na oposição ao governo de Dilma Roussef (PT). Ele já atraiu a senadora Lúcia Vânia. No entanto, no PSDB, já existem apaixonados na estrutura do partido pela candidatura de Jayme Rincón. O cenário das pesquisas eleitorais, certamente, conduzirá o processo. O presidente da Agetop pode ter apoio partidário, mas não tem experiência eleitoral e nem presença popular, por enquanto.
De volta ao baile. A orquestra toca um bolero. O grupo de Vanderlan já está no salão. O convidados de Marconi Perillo vão chegando aos poucos e daquí a pouco vai começar a dança. “E assim passan los dias….”.

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