Projeto Juntando os Cacos estimula criação de rede de ações positivas na Educação

0
692

Professores e gestores públicos da Educação se reuniram na terça-feira (14), em Goiânia, para o lançamento da segunda fase do projeto Juntando os Cacos, desenvolvido pela Editora Alvorada e aplicado em parceria com a Secretaria da Educação, Cultura e Esporte (Seduce Goiás). A primeira fase do projeto foi lançada em sete subsecretarias. Agora, a rede se estende para mais 33 regionais.
Como definiu o coordenador de Projetos da Editora Alvorada, Gilnei Maciel, o projeto é uma ação pedagógica e uma oportunidade para discussão sobre o cotidiano dos jovens dentro e fora do ambiente escolar. Juntando os Cacos prevê a formação dos professores, desenvolvimento de plano de ação, distribuição do livro Caco, orientações didáticas e um espaço de interação na internet. Para ele, os resultados da primeira fase do projeto em Goiás foram surpreendentes. “Sonhamos com isso, e é extremamente gratificante ver o impacto que ele realmente tem na vida de cada um que participa do projeto”, disse o coordenador.O professor Tales Mazzoccante, superintendente de Ensino Fundamental da secretaria, convidou os presentes no encontro para uma autorreflexão antes de levar a ação para as crianças e jovens. “O que trazemos de herança da infância? Aceitamos as diferenças e escolhas de cada um? Somos coerentes?”, perguntou o superintendente. A provocação foi aceita e muitos compartilharam histórias de constrangimento, bullying e outras formas de violência.Com o projeto Juntando os Cacos, a tentativa é que esse tipo de experiência não seja repetida e perpetuada. Para Tales, todos temos responsabilidade com os filhos e as gerações futuras e, por isso, é preciso criar uma rede de modelos positivos.
Para o autor do livro Caco, Gilberto Mattje, precisamos ser protagonistas ao ser diferentes. Ele explicou que o personagem é caracterizado como uma pessoa compulsiva. Ele é dependente de jogos online, tem ideias fixas e não se abre para o novo.
Com essas e outras características, Gilberto disse que o objetivo é levar o leitor a uma autopercepção por meio da identificação com o personagem. Com isso, o adolescente consegue mudar o seu comportamento e atitudes.Gilberto, que é filósofo e psicólogo, também fez um alerta aos educadores e pais: “Comportamento destrutivo é um grito de socorro”. Para ele, o caminho não é dar bronca ou conselhos. Com uma aproximação afetiva, é possível vencer resistências.


Experiências em Goiás

 

Regina Moreira, professora e psicóloga da Equipe de Inclusão da regional de Catalão, participou da primeira fase do projeto e considera a repercussão muito positiva. “As crianças e as famílias se interessaram bastante pela leitura. Aproveitei e levei para outros projetos em que atuo”, disse Regina. Para ela, um dos maiores desafios é combater o uso precoce e excessivo do álcool, que pode levar ao uso de outras drogas, violência e evasão escolar.
Rita Damázio Fernandes, professora da regional da Cidade de Goiás, considerou o projeto fantástico. “A escola está precisando de novas ideias e novas propostas, principalmente para os jovens”, disse Rita. Ela contou que trabalha com muitos alunos problemáticos e afirmou que o livro traz a temática de uma forma maravilhosa. A professora contou que vai levar as propostas do Juntando os Cacos para tratar problemas familiares.
Eliane Valadão, professora da regional de Rubiataba, disse que o Caco veio ao encontro de um projeto pessoal que ela estava desenvolvendo sobre a relação entre professores e alunos. “Precisamos atingir e dar suporte para o professor trabalhar questões como dificuldades de aprendizado, baixa autoestima e outros pontos de atenção”, disse Eliane. Ela declarou estar muito empolgada para seguir o plano de ação do projeto.​

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here