Candidatos demais

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A eleição para prefeito de Goiânia em 2016 tem uma lista extensa de pré-candidatos para uma disputa que tende naturalmente para a polarização marconistas x iristas (petistas), de novo. A maior disputa, por enquanto, está dento da base dos partidos, ainda, aliados do governador Marconi Perillo (PSDB). Literalmente, a briga de “foice no escuro” está acirrada. É melhor ter muitos para escolher um bom? Quem tem muitos, pode escolher? Ou, quem tem muitos não tem nenhum?
Primeiro, a lista dos pré-candidatos a prefeito de Goiânia na base marconista tem: o presidente da Agetop, Jayme Rincón; os deputados federais Fábio Sousa, João Campos, Sandes Júnior e Delegado Waldir; os deputados estaduais Francisco Júnior, Lincoln Tejota e Virmondes Cruvinel. E olha que o PTB do deputado Jovair Arantes também deve anunciar algum nome. E, a definir, Vanderlan Cardoso pode entrar neste seleto grupo. Ou, não.
Segundo, na lista da ala irista: Iris Rezende. Se ele não for o candidato, e enquanto não anunciar que não é, os outros são apenas os outros, e só. Anote: ele será o candidato.
Não há sinais de que a estratégia marconista esteja tão organizada a ponto de indicar muitos candidatos para o filtro do eleitor escolher o nome e, principalmente, o funil denominado “Marconi Perillo”. É fato que, depois que Jayme Rincón recolheu-se das ações públicas com foco na candidatura, mu­dou o ambiente na base de Perillo.
A intenção de alguns nomes na lista marconista é surpreendente. A pretensão do Delegado Waldir é ousada, com sustentação no resultado eleitoral que obteve em Goiânia. Eleição para deputado federal é uma coisa, mas para prefeito de Goiânia, o extrovertido delegado pode ter alguma surpresa desagradável. Em síntese, falta-lhe substância política para a disputa. Literalmente, é um neófito no processo. A mesma crítica é feita, entre os próprios marconistas, sobre a inexperiência eleitoral, não política, de Jayme Rincón, que nunca disputou uma eleição.
A experiência dos deputados Fábio Sousa e Francisco Júnior na disputa eleitoral para o Legislativo é respeitável. O mesmo vale para Virmondes Cruvinel e João Campos. Mas, todos, com limites e “senões” que o debate eleitoral evidencia.
Para a base marconista, certamente, é melhor ter muitos candidatos do que não ter nenhum competitivo. E foi o que aconteceu na eleição de 2012 quando o prefeito Paulo Garcia (PT) foi eleito numa vitória de primeiro turno contra o deputado federal Jovair Arantes(PTB). Foi uma vergonha. E em política, uma vitória eleitoral apaga a mancha passada.
Por outro, a base marconista tem muitos candidatos, mas não tem nenhum. O cenário da próxima eleição ainda está nebuloso sob o manto da reforma política, debate sobre financiamento de campanha, situação econômica do país e do Estado de Goiás, entre tantos outros fatores. E o eleitor goianiense? O que vai querer ao final do ano que vem? E se Iris Rezende for o candidato? Que ousará enfrentar o ícone peemedebista? No mínimo, a base marconista mantém aceso o debate sobre a disputa eleitoral quando tem tantos candidatos. Por enquanto, só isso.

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