O pior já passou?

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Após um começo de ano muito difícil para a presidente Dilma Rousseff (PT), eis que a petista começa a vencer algumas batalhas no campo político-financeiro e dar rumos ao seu novo governo. O principal ponto desta recuperação é a aprovação pelo Congresso Nacional do pacote de ajuste fiscal, instrumento que o ministro da Fazenda Joaquim Levy esperava há meses para aumentar a economia do governo e a arrecadação de impostos.
A vitória contou com apoio não só dos partidos da base do governo, mas também da oposição, como o DEM. Com a medida aprovada, Dilma terá chance de colocar as contas do país no rumo e, desta forma, fortalecer o seu governo. Além da aprovação desta matéria, Dilma também vê outros ganhos políticos nos últimos meses. As manifestações de abril, por exemplo, foram, visivelmente, inferiores às de março. Ademais, o pedido de impeachment passa a ser, cada vez mais, localizado em torno de algumas lideranças de DEM e PSDB e não mais uma vontade dos partidos de oposição.
Na área econômica, Dilma Rousseff também começa a comemorar alguns indicadores positivos. O dólar, por exemplo, teve queda no de 5,6% no mês de abril, o que conteve a disparada da moeda, que ocorre desde o ano passado. Na sexta, 8, a moeda americana fechou cotada em R$ 2,98, após passar dos R$ 3,20 em março.
Outra notícia importante para o governo foi a alta das ações da Petrobrás. A empresa está sendo investigada por escândalos de corrupção após a deflagração da Operação Lavajato da Polícia Federal e é um dos grandes pilares em xeque do governo petista. No mês passado, as ações da petrolífera subiram quase 50%, saltando de cerca de R$ 9 por ação para cerca de R$ 13. Papéis que chegaram a custar pouco mais de R$ 8, no auge da crise da estatal.
Tudo isso nos faz imaginar se, para o governo Dilma Rousseff, o pior já passou. Não há dúvidas de que a petista já esteve mais pressionada e agora vive um certo período de alívio. A guinada de 180 graus desejada dentro do Palácio do Planalto, porém, ainda depende – sobretudo – da condução política da presidente nos próximos meses. É aí, contudo, a área onde ela mais tem se complicado, desde o mandato passado. Além disso, os futuros índices de crescimento, desemprego e balança comercial, pressionados nos últimos meses, dirão se o ajuste fiscal de Levy surtiu efeito. A trégua em seus problemas é algo positivo para Rousseff. Cabe a ela aproveitar o momento e espantar de vez as crises política e financeira.
Boa leitura, ótima semana!

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