“Ana Corte”

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Ela já é uma estrela na gestão do governo de Marconi Perillo. E não poderia ser diferente, em virtude do cargo que ocupa. Ela diz não com voz mansa e que não há recursos para tantas demandas no governo de Goiás. E já contabiliza uma rusga política com setores do governo de Perillo que se dizem prejudicados por ela. A secretária da Fazenda de Goi­ás, Ana Carla Abrão Costa, já é tratada internamente, pelos a­liados de Perillo, como “Ana Corte”.
A expressão foi dita pelos comentaristas da Rádio Bandeirantes 820, Marcos Cipriano e Alípio Nogueira, ao citar informações de bastidores do governo de Marconi Perillo. Poderia ser “Ana do Corte”, ou “Ana da Faca”, ou “Ana Não Tem Dinheiro”. Ou, quem sabe, “Ana Que Diz Não”. No fundo, o sentido é o mesmo.
Convenhamos, o exercício do cargo de secretário da Fazenda do governo de Goiás, é um dos mais espinhosos e, ademais, quando o cenário é de crise, com redução de receitas (De 15%, segundo a secretária Ana Carla), com fontes limitadas de recursos, e com o fato de que tem que tratar de tantos compromissos políticos do governo e, principalmente, tratar com o governador Marconi Perillo.
O governo tem que fazer o que tem que ser feito, segundo demonstra a secretária “Ana Corte” nas várias entrevistas que têm dado. E teve que antecipar o pagamento do ICMS do dia 10 para o dia 5 senão não terá recursos para pagar os salários dos servidores. É claro que ela desagradou ao Fórum Empresarial e a aqueles que estão no segmento como o deputado federal Alexandre Baldy. Os cobradores batem na porta, mas não apresentam uma solução.
De quem o governo de Goiás e o governador Perillo precisa mais neste momento: de “Ana Corte” ou dos cobradores (Aqueles que, aliados do governo, querem que ela desembolse recursos que o Tesouro Estadual não tem)? Faça essa pergunta ao governador que a resposta está na ponta da língua. Os cobra­dores que esperem.
Outra pergunta que corre pelos bastidores: Até quando Ana Carla Abrão Costa vai ficar no cargo? Ora, até quando Marconi Perillo quiser e entender como conveniente o que é desenvolvido na Fazen­da. Os dois demonstram uma afinada sintonia nos discursos.
Um dos caminhos para o Estado de Goiás sair do ambiente de carência de recursos, que é diferente de sair da crise, é a privatização da CELG. Ou, pelo menos, de venda de parte das ações da empresa. E quem é que tem ascensão sobre o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para acelerar o processo? Sim, a “Ana Corte”. Os cobra­dores? Nem passam perto.
Com ou sem o apelido, mal­doso, sem dúvida, a es­trela da secretária da Fazenda, Ana Carla, subiu. Apesar da crise, da insatisfação dos servidores com o parcelamento e dos empresários com antecipação do pagamento do ICMS. Certamente, ela sabe, que a gestão pública implica em angariar adversários e inimigos.

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