Cinema interativo

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Reservar um espaço na agenda para assistir um filme com a tecnologia 3D é uma experiência e tanto, pois esse tipo de tecnologia agrega um conjunto de novas emoções e sensações para o telespectador. Ao contrário das produções mais tradicionais do ponto de vista técnico, as películas produzidas em terceira dimensão trazem mais realismo ao telespectador, que tem a sensação de vivenciar o filme e quase poder tocar seus personagens e cenários.
Se no passado eram poucas as produções que dispunham desse tipo de tecnologia, hoje é bem diferente. Só para citar uma produção mais recente, vale a pena lembrar do filme Gravidade, que conta a história de dois astronautas que ficam perdidos no espaço. Interpretado por Sandra Bullock e George Clooney, o filme utiliza da tecnologia 3D. Assim como a produção, há tantos outros que arrebataram milhares de pessoas para as salas e igualmente milhões em investimentos e lucros.
E em torno disso tudo, a grande questão é como essa nova forma de fazer cinema, “que enche os olhos” funciona. De uma maneira simplificada, os olhos funcionam como uma câmara escura por onde a luz, ao passar pela pupila, dá inicio a um processo de projeção das imagens mediante impulsos fotoelétricos e a presença de órgãos como a retina e o córtex visual, que é a parte do cérebro responsável pela visão. Outro dado interessante, é que quando os olhos humanos observam uma paisagem, cada olho captura a mesma imagem sob um ângulo distinto. Na prática, basta focalizar um objeto e fechar um dos olhos para perceber que a perspectiva muda. E o papel do nosso cérebro é receber esses diferentes planos e formar uma imagem única e suas dimensões.
Na visão 3D acontece algo semelhante a partir do conceito de estereoscopia com base na projeção de duas imagens de uma única cena com pontos de observação distintos. A partir de então, essas mesmas informações são processadas pelo nosso cérebro que as reúne e determina noções de profundidade, distância, localização e também o tamanho dos objetos reunidos na cena. No cinema todo esse processo é mediado pelo uso de óculos especiais, pois são eles que se encarregam de selecionar as diferentes imagens geradas e as envia em separado para cada olho. Portanto de forma análoga ao que acontece na “vida real”.

Técnica
Uma das formas mais comuns de criar imagens em 3D é feita mediante a utilização de uma câmera especial que captura duas imagens de uma mesmo plano a partir de duas lentes especiais colocadas a 6 centímetros uma da outra (distância média entre os olhos de um adulto). Assim, como se estivesse imitando a visão humana, a cena é produzida e em seguida há um tratamento especial ligado as cores, que é realizada por um software específico. A essa rede de sistemas integrados que gera a imagem em terceira dimensão é atribuído o nome de tecnologia passiva.
A função que os óculos especiais desempenham é de filtrar as imagens e direcionar as cenas para cada olho. Por outro lado, especialistas já trabalham em uma nova técnica, na qual os óculos serão compostos por um sistema computadorizado capaz de selecionar a imagem que cada olho verá. E, em alguns casos, limitar a visão do olho para que apenas determinada imagem seja vista. Com o avanço da tecnologia, nos estados unidos, por exemplo, a procura pelos cinemas tem aumentado, e em conseguência a receita também subiu alavancada por filmes como Avatar, que bateu recordes de bilheteria em todo o mundo, o qual utiliza a tecnologia 3 D. .

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