“Temos 10 nomes que podem concorrer em 2016”

0
662

Tribuna do Planalto – O que o senhor pode destacar de relevante nesses dois últimos anos e nesse mandato agora daqui para frente?

Dioji Ikeda – Eu assumi dentro de um projeto pensado e apresentado à comunidade, que virou um plano de governo. Nós buscamos viabilizar a execução desse projeto numa gestão planejada, projetada de modo que as grandes obras que apresentamos ainda em campanha como o Hospital da Mulher, Parque das Goiabeiras, a parte de organização, cuidado com a nossa Segurança Pública, a valorização da educação como um todo, a construção de escolas, a valorização profissional. Isso tudo tem surtido efeito, tanto que estamos neste momento – embora de extrema dificuldade financeira do país, do Estado de Goiás e nos municípios – estamos executando dentro de Inhumas, aproximadamente cerca de R$ 12 milhões em obras. Hoje está em execução a nossa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e uma escola para 700 alunos. Vamos iniciar agora no dia 12 o recapeamento de 1,5 milhão de metros quadrados em pavimentação asfáltica. Estamos prestes a licitar a primeira parte do Parque das Goiaberas. Então, nesses três anos, nós projetamos tudo que está sendo realizado. Quando eu assumi, a saúde estava em uma situação totalmente precária. O município é composto por oito unidades de saúde e estavam caindo na cabeça dos usuários. Dentro de um ano e meio entreguei as oitos reconstruídas. Agora, no calendário de aniversário da cidade, entreguei uma série de obras: parques municipais, Centro de Revitalização e Fisioterapia, escolas construídas, enfim, uma série de obras.

Como está a realidade de Inhumas diante da crise econômica?

Em 2010, eu tive a oportunidade de ir ao Japão e vi que o país sofreu muito com essa crise, e vi que o Brasil não sentiu tanto. O Brasil vem superando essa crise ao longo dos últimos anos, mas ela se tornou inevitável para nós, principalmente a partir de 2014. Os municípios sentiram muito, uma queda significativa da receita. Nós estamos adequando o orçamento constantemente de acordo com as receitas que vamos ter no mês, as previsões que chegam até nós. Agora, nesse início de ano, nós vamos fazer um ajuste fiscal arrojado, um ato muito corajoso de toda a equipe, mas que para nós foi preciso ser feito para que mostremos que fomos o primeiro município a superar essa crise. Estamos adequando o nosso orçamento fazendo um reajuste arrojado. Aqueles municípios que não se adequarem, posso dizer sem medo de errar, que daqui a três meses não vão dar conta de pagar sequer a folha de seus servidores.

Com a crise, o governo estadual manteve as obras em Inhumas?

Há uma obra do governo estadual que está sendo executada em Inhumas que é de grande relevância, que é a duplicação da GO-222. É um trecho de uma rodovia que divide dois bairros bem populosos. Estamos com expectativa de que, após o período chuvoso, haja recursos para essa obra. Estamos buscando parcerias, porque é o governo do Estado que está mais próximo de nós. Parcerias na saúde, que nos ajude auxilie no custeio da máquina pública com relação ao serviços urbanos, recapeamento, jardinagem e tudo mais. O governo tem sido um grande parceiro, mas com essa dificuldade que o país vive desde 2014 ele também tem passado por dificuldades.

Recentemente, o presidente nacional de seu partido teceu duas criticas à presidente Dilma Rousseff. Isso pode prejudicar politicamente a cidade de Inhumas?

Não acredito. Vejo o governo federal como um grande parceiro, com relação republicana institucional, muito bem recebido, muito respeitado por toda a base do governo federal, como também estadual e não acredito numa política arcaica de perseguição, de maldade, do quanto pior melhor. Vejo que o governo federal tem dado uma grande lição, prova disso é que há uma relação muito madura, muito produtiva, do governo do Estado com governo federal, que tem trazido bons resultado para o nosso Estado. As obras que estamos executando para Inhumas são obras significativas e que temos expectativas muito positiva de que essas obras sejam concluídas.

O PDT vai se manter na base do governo estadual nos próximos anos?

O partido está na base do governo Marconi, mas o futuro político muda como as nuvens. Não sabemos o que vai ser daqui a dois anos, três anos, mas eu gostaria que essa relação se aprofundasse e se consolidasse a cada dia, cada vez mais, porque eu acredito que juntos nós podemos fazer muito mais.

Se o nome para 2018 fosse ainda o do governador, seria mais fácil para o PDT se manter na base? Ele é um elo que une todas as forças do grupo?

O governador é muito habilidoso, tem demonstrado isso ao longo das últimas décadas. Um jovem governador já no quarto mandato. Eu acredito que na composição partidária para fazer o seu sucessor, o governador vai ter participação efetiva e vai ter toda habilidade que tem demonstrado ao longo de todos os anos. Eu vejo que o sucessor do governador vai chegar com muita força e com grandes possibilidades de que o PDT também esteja nessa composição partidária.

Você acredita que o vice governador José Eliton é o nome natural para sucedê-lo?

O vice governador tem demonstrado muita maturidade no comando de sua situação institucional, da sua secretaria. Ele demonstra muito conhecimento de Estado, um pesquisador nato, além de ser um político moderno. O caminho natural é que as composições e que o trabalho que ele tem feito farão com que ele chegue daqui a dois anos com muita força para poder se amparar como um pré-candidato ao governo.

O sr. acredita que ele terá condições de unir a base em torno de si?

Como eu disse, vai depender muito do trabalho dele daqui por diante, porque tem demonstrado ser uma pessoa muito madura. Mesmo naquele momento de instabilidade entre o PR e o PTB e PDT, ele conseguiu superar essas dificuldades se consolidando como candidato a vice na chapa do governador Marconi. Mas eu vejo que o diálogo foi restabelecido entre esses partidos. Parece que o vice-governador tem conversado com todos os partidos e isso é um bom sinal, por que acho assim, você senta conversa e os problemas se resolvem.

Um dos jovens deputados que foram eleitos esse ano para a Assembleia foi Lucas Calil (PSL), que teve boa votação na cidade de Inhumas. Ele tem feito um trabalho em prol da cidade?

Acredito muito no potencial político do deputado Lucas Calil. Nós estabelecemos um diálogo já desde a época das eleições. Eu digo sempre a ele, aquilo que for bom para Inhumas não precisa passar pela prefeitura nem pelo prefeito. Nós temos que pensar independente da questão partidária. Ele tem as portas abertas. Eu já recebi ajuda de diversos deputados estaduais e federais e sempre de uma forma muito respeitosa. O deputado tem as portas abertas. Aquilo que ele puder fazer por Inhumas eu tenho certeza que ele vai fazer.

O deputado Roberto Balestra (PP) enfrenta dificuldade por ter seu nome citado na lista do procurado Janot em relação à Operação Lava Jato. Como é que o sr. Vê este fato, sendo que ele é um representante da cidade dentro do Congresso?

Muita tristeza. Muita tristeza mesmo como cidadão de Inhumas. Ver um deputado da minha cidade, um deputado por vários mandatos, envolvido no maior esquema de corrupção da história do país.

Ele é o maior nome da oposição à sua gestão. De certa forma isso te dá tranquilidade política para os próximos anos?

Eu não diria tranquilidade. Como eu disse, eu não gostaria de ver um deputado da minha cidade envolvido nesse esquema de corrupção. Ver uma imagem tão arranhada por conta de um escândalo tão grande de desvios de dinheiro, eu acho que nenhum político estaria feliz de ver. Que fosse seu maior inimigo, eu não vejo isso positivamente de maneira alguma. Eu tenho adversário político e não inimigo.

O sr. é candidato nas eleições do ano que vem?

Eu tenho dito que eu tenho uma resistência pessoal com reeleição. Eu tenho dito para minhas bases políticas para que as lideranças possam indicar nomes para que nós possamos discutir isso amplamente. Meu foco neste momento ele é 100% administrativo.

Se o sr. sentir um clamor por parte dessa base, o sr. poderia repensar essa resistência que o sr. tem à reeleição?

Num momento oportuno eu acredito que a gente vai avaliar.

O sr. destacaria algum outro nome que poderia concorrer no seu lugar?

Hoje nós temos vereadores que estão comigo licenciados, como o vereador Leandro Essado, que é de uma família tradicionalmente política. Nós temos o vereador Tonimar Camilo, que representa muito bem a educação. O vereador Clodoaldo Costa, o vereador Charles, emfim, para não cometer injustiça eu diria que nós temos hoje no mínimo dez nomes que poderiam concorrer.

Nesta semana um adversário seu, o ex-prefeito Abelardo Vaz (PP), disse que a princípio ele não pensa em concorrer nas eleições do ano que vem. O sr. acredita que isso possa mesmo ocorrer?Eu particularmente não conheço nada que tem sido deliberado por parte da nossa oposição e digo que eles terão por certo um nome que virá disputar a eleição. Agora, quem será esse nome, hoje eu te digo que não tenho a mínima noção.

Como o sr. avalia a gestão do ex-prefeito?

Foi uma outra época, um outro período que o município viveu. Outras realidades e uma outra maneira de fazer gestão. Hoje eu ainda vejo como prematuro fazer qualquer análise.

O sr. acredita que novos nomes, fora dos grupos tradicionais, poderão sugir e chegar à prefeitura de Inhumas?

Eu sou adepto do processo democrático, das mudanças, do respeito qualquer que seja nossos adversários. Eu vejo que a partir de 2012 nós temos um novo cenário no município de Inhumas. Eu acredito que aquele que tiver um bom projeto e uma boa disposição para fazer campanha tem condições de disputar uma eleição.

O sr. tem conversado com os outros prefeitos para tratar da Região Metropolitana como um todo?

Eu digo que este trabalho coletivo poderia ser mais ativo. Algumas ações que dão certo em outros municípios nós fazemos questão de levar para Inhumas, da mesma forma que também aquilo que nós fazemos na cidade Inhumas nós levamos a outros municípios.

Inhumas perdeu policiais por conta dessa inconstitucionalização do Sinve?

Perdeu. Aproximadamente 40 policiais.

Já faz alguma diferença?

Inhumas vive, no ponto de vista de segurança, uma situação particular. Mas com relação ao Sinve é uma perda significativa. Até porque, em um efetivo de 150 homens você perder 40 de uma única vez, isso apresenta diferença sim. Mas a polícia militar tem se desdobrado para poder suprir essa necessidade.

Essa questão da Segurança, o sr. acredita que ela deveria ser discutida mais com Goiânia? O que ocorre aqui na capital reflete na cidade de Inhumas?

Sem nenhuma dúvida. Grande parte da delinquência que nós observamos acontecer nos municípios circunvizinhos a Goiânia são aqueles delinqüentes que saem daqui, às vezes para cometer os delitos lá na cidade do interior. Eu vejo que nós temos que intensificar isso junto ao governo do estado, prefeitura de Goiânia, as prefeituras circunvizinhas para que nós possamos fechar o cerco.

Em relação as obras que estavam na GO-222, tinha também o compromisso da construção de uma passarela. O sr. conseguiu garantir a construção junto à Agetop?

Sim. Como a obra não foi concluída ainda, nós não aprofundamos a discussão da passarela. Mas é um compromisso nosso. Assim que essa obra for concluída, nós vamos buscar essa parceria com o governo do Estado para poder dar dignidade aos moradores daquela região. Tão logo essa avenida fique pronta, nós estaremos fazendo essa passarela.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here