O jogo do xadrex pode ter Amastha e Siqueiras juntos

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A significativa visita do prefeito marqueteiro de Palmas, Carlos Amastha, ao ex-governador José Wilson Siqueira Campos, ou simplesmente JWSC, como preferiu o alcaide colocar em seu perfil do twitter, mostra que articulações pesadas já estão sendo feitas para as eleições de 2016. Não é que o velho Siqueira Campos, com todo o respeito, esteja por trás dessas articulações, até porque o final melancólico de seu governo mostra que ele em nada mandava antes mesmo de ser eleito. Na verdade, a visita a JWSC foi a forma encontrada para que JESC, o agora deputado estadual, se encontrasse com Amastha para negociações sobre a eleição de 2016. Uma forma também de divulgar aos comparsas, digo, colegas de partido, que os dois grupos estão juntos.

Na semana passada, o anúncio que o secretário municipal de Saúde, Luiz Teixeira, vai comandar o PSDB municipal mostra que Amastha agora tem mais um partido no seu controle em Palmas. São vários os partidos que o prefeito empresário controla atualmente na Capital, ou seja, tem secretários municipais que são presidentes de legendas ou indicados por elas. O PSL, por exemplo, tem Cristian Zini (presidente) ocupando duas pastas e é um dos conhecidos como “homens de ouro” do prefeito. Além de Luiz Teixeira, já citado acima como presidente do PSDB Metropolitano, o ex-secretário de Meio Ambiente e ex-reitor da UFT Alan Barbiero é agora secretário de Administração de Palmas.

A ida de Amastha para o PSB, anunciada esta semana é o maior sinal que o ambiente no PP não ia bem para o prefeito. Amastha deve ser seguido em breve por outros asseclas, como o vereador Major Negreiros, que pleiteará a reeleição depois da frustrada tentativa de virar deputado estadual. Assim, o encontro com JESC deve conduzir o PTB e o SD para a coligação que apoiará Amastha em 2016 e, logicamente, para cargos na Prefeitura. Assim, Amastha teria PSB, seu novo partido, PSL, PSC, PTB, PCdoB, SD e, possivelmente, o PTN. Outros partidos que atualmente ainda apoiam Amastha são dúvida, tais como o PMDB, o PROS, o PT, o PPS, e o próprio PP, pelo qual foi eleito.

O apoio da família Siqueira a Amastha, apesar de poder ficar apenas no oficialesco, será uma retribuição pelo carinho que o prefeito de Palmas expressou durante a eleição de 2014, totalmente ao contrário de 2012, quando apontava nepotismo e outras mazelas. É também a chance que a família Siqueira tem de abrigar alguns “aliados” políticos e tentar eleger alguns vereadores na Capital. Afinal, a Assembleia Legislativa e outros poderes não são suficientes para manter todos empregados. Enquanto isso, o príncipe, como o próprio JESC, já se intitulou, vai fazendo o jogo e esperando pacientemente a eleição de 2018.

Como diria o finado amigo Salomão: “É, pois é…”

ÂÂ

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