Prefeito Paulo Garcia conhece primeiro Parklet da Capital

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Quarenta e cinco dias depois de assinar decreto que regulamenta a instalação de Parklets na Capital, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, conheceu a primeira plataforma móvel para estímulo à convivência instalada na cidade. A estrutura, dotada de banco, vaso de flores e sistema de iluminação, foi construída pelo Stúdio Sobreurbana e tem em ponto estratégico uma placa com a frase “o carro é seu, a vaga não”, cerne da ideia importada de São Francisco, nos Estados Unidos, em prol da democratização do uso do espaço público e da reconfiguração do cenário urbano de Goiânia.

Com 2,2 metros de comprimento, o Parklet – disposto junto à calçada da Rua Mario Bittar, Setor Marista, em frente a Casa Cor 2015 – ocupa hoje um espaço que antes era utilizado para estacionamento de dois veículos. A ação objetiva substituir as vagas por uma intervenção urbana, de caráter público, destinada ao lazer, descanso e interação social. “Além de possibilitar a criação de um novo cenário para as ruas, o Parklet estimula processos participativos, incentiva o transporte não motorizado e aumenta a oferta de espaços públicos da Capital. Queremos estender as áreas públicas voltadas à convivência. As pessoas podem utilizar os parklets para conversar, descansar, ler, participar de manifestações artísticas, praticar exercício físico e também para o lazer”, justifica Paulo Garcia.

O Parklet da Rua Mario Bittar, cuja estrutura se baseia em madeira de reflorestamento e pallets e confere novos usos a elementos como postes e roda de bicicleta; ficará disponível aos cidadãos 24 horas por dia, sete dias por semana, até o dia 24 junho. No entanto, de acordo com a arquiteta do Sobreurbana, Carol Farias, a empresa tem disponibilidade para negociar a instalação da plataforma em outro ponto da cidade, caso algum mantenedor manifeste interesse. “O foco do nosso trabalho é a qualificação dos espaços públicos de Goiânia. Fizemos o Parklet da Rua 137 (no Setor Marista, que será inaugurado ainda este mês) e estamos negociando a execução de outros dois”, conta.

Segundo informações do secretário Municipal de Turismo, Esporte e Lazer, Sebastião Peixoto, além do Parklet já em funcionamento e do que será inaugurado este mês na Rua 137, a Prefeitura de Goiânia recebeu 20 consultas para instalação desse tipo de plataforma na cidade. A meta do poder público municipal é fazer com que a Capital tenha 30 locais como esse ainda este ano. Pessoas jurídicas ou físicas, de direito público ou privado, podem pleitear junto à prefeitura a autorização para construção de Parklets em Goiânia. A permissão tem caráter temporário de três anos, prorrogáveis ou não, após aprovação de projeto pelo departamento técnico da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Setel).

A construção, gerência e manutenção de cada Parklet é feita pela iniciativa privada, mas o espaço é aberto a toda a população. O decreto de nº 791, assinado pelo prefeito Paulo Garcia no dia 30 de março deste ano, inclusive, veda, de forma expressa, a utilização exclusiva do Parklet pelo mantenedor, assim como atividades comerciais dentro do espaço. Também impõe a necessidade de placas que informem o caráter público do local. “Os Parklets são, antes de tudo, um fator de mudança em termos de reformulação de políticas públicas de ocupação dos espaços urbanos. Então, mesmo que a manutenção seja privada, o benefício deve ser público, ou seja, o uso do espaço deverá ser de forma democrática, para toda pessoa que desejar”, esclarece o prefeito.

O conceito dos Parklets, neologismo que mescla as palavras em inglês parking e parks (respectivamente, estacionamento e parque), surgiu nos Estados Unidos e chegou ao Brasil, na cidade de São Paulo, em 2013, impulsionado por iniciativa da Organização Não-Governamental (ONG) Instituto Mobilidade Verde. Dois anos depois, a Capital paulista oferece 35 unidades, objetiva chegar a 100 até o final de 2015 e inspirou a criação de espaços com essa finalidade no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio Branco, Sorocaba, Porto Alegre e Curitiba.

Flexíveis, os Parklets podem ser equipados com bancos de madeira, mesas, floreiras, guarda-sol, paraciclos, bicicletário e aparelhos para exercício físico, dotados de energia solar, pontos para carregamento de bateria, internet sem fio, entre outros recursos. O Parklet que vai ser instalado na confluência das Ruas 137, 144 e 145, no Setor Marista, por exemplo, oferecerá de forma gratuita ao cidadão carregador para telefones, tablets e computadores, além de recursos para som, graças ao sistema de energia solar que ele abastece.

“São atrativos para estimular e melhorar a convivência. Espaços antes ocupados por carros na maior parte do dia se reconfiguram para ser utilizados de forma qualitativa pelos cidadãos. Reverter áreas comumente ocupadas por automóveis para as pessoas é uma mudança de paradigma em prol de maior e melhor interação social, da comunidade”, pondera Paulo Garcia. Levantamento feito pelo Instituto Mobilidade Verde em 2013, indica que, em média, ao longo do dia, duas vagas de estacionamento beneficiam cerca de por 40 automóveis. Quando ocupado por Parklets, esse mesmo espaço passa a ser usufruído por cerca de 300 pessoas.

 

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