Unir para se fortalecer

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No mundo corporativo, a união de duas grandes empresas concorrentes não é algo raro. Pelo contrário. Nos negócios, juntar forças significa, quase sempre, a conquista de uma fatia maior do mercado e, consequentemente, maior lucro. As chamadas fusões já transformaram empresas brasileiras em gigantes mundiais. É o caso da AB Inbev, por exemplo, que foi criada com a união da Brahma,  Antártica e uma cervejaria belga e hoje é uma multinacional poderosa. Ao ponto de ter comprado, há alguns anos, a tradicional cervejaria norte-americana Budweiser.
Assim como na econômia, o mundo político também é a busca por mais espaço e poder. Nesta caminhada, a união de forças também é fundamental. É baseado nesta ideia que partidos políticos conversam e, cada vez mais, mostram disposição de se juntarem em uma mesma agremiação para aumentar a representatividade de suas legendas.
Atualmente, duas grandes fusões estão em andamento no Brasil. A mais adiantada é a que envolve a união de PSB e PPS. Os dois partidos querem formar uma grande sigla partidária que, à priori, seria oposição ao governo Dilma Rousseff (PT). O novo partido, que ainda não tem nome definido, terá sete senadores, mais de 40 deputados federais, quase cem estaduais e cerca de 600 prefeitos. Terá um lugar mais aconchegante quando for sentar às mesas de negociações para definir o espaço em futuras chapas eleitorais.
Em Goiás, a união desses dois partidos colocará em um mesmo lado da bancada três lideranças estaduais: a senadora Lúcia Vânia (hoje no PSDB, mas que se filiará ao novo partido), o ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso (PSB) e o deputado federal Marcos Abrão Roriz (PPS). Este último é o nosso entrevistado da semana. Para saber mais da fusão, dentre outros assuntos da política, convido para a leitura. A íntegra da entrevista está na página 7.
Outra fusão que já está bem encaminhada, porém ainda não confirmada, é a entre PTB e DEM. Diferentemente da primeira, esta união está causando mal-estar em parte dos dois partidos. Em Goiás, por exemplo, as maiores lideranças de PTB e DEM são contrários à fusão. O deputado federal Jovair Arantes, presidente regional do PTB, é contra, principalmente, porque o novo partido fará oposição ao governo Rousseff. Jovair é um dos grandes aliados de Dilma no Congresso. Já Caiado prefere a continuidade do DEM.
Há também outros projetos de fusão que envolvem outros partidos e que ainda estão em fase embrionária. O mais importante disso tudo é que o processo de união de partidos, ao que tudo indica, veio para ficar. Em um mundo onde apenas os maiores sobrevivem, “catitu fora de bando é comida de onça”. Para resumir no bom e velho ‘goianês’.
Boa leitura, ótima semana!

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