Câmara aprova Reforma Administrativa

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A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em primeira votação, o projeto de Reforma Administrativa da prefeitura de Goiânia, encaminhado pelo prefeito Paulo Garcia. Por 21 votos favoráveis e 10 contrários, foi aprovada a matéria do poder executivo de Goiânia, em uma sessão marcada por tensão, polêmicas e trocas de acusações entre vereadores, ocorrida na quinta, 21.

A sessão, que foi iniciada às 9 horas e prorrogada até após as 14 horas, teve como principais pontos de discórdia entre vereadores da oposição e da base aliada da prefeitura de Goiânia, a manutenção do Gabinete Militar, a manutenção de três das atuais cinco secretarias extraordinárias, a extinção do Fundo Municipal do Meio Ambiente, a manutenção do pagamento de jetons (gratificação para participar de reuniões em horário de trabalho) e a permanência de 12 funcionários na folha de pagamento da extinta Comdata.

Pelo projeto aprovado, foram extintos 1.685 cargos comissionados e criados 1.239 – o que significa, na prática, 446 cargos comissionados a menos na estrutura administrativa. De acordo com valores levantados pela relatora do projeto, vereadora Cristina Lopes (PSDB), a economia será de R$ 30 milhões dos R$ 83 milhões pretendidos inicialmente pela prefeitura de Goiânia.

No decorrer da sessão ordinária, diversas emendas foram apresentadas pelos vereadores de oposição ao Paço Municipal. Todas foram rejeitadas, assim como dois pedidos de vistas feitos pelos vereadores Djalma Araújo (SDD) e Tayrone (sem partido). Acusando a Mesa Diretora, presidida por Anselmo Pereira (PSDB), de “manobrar” a votação de seu pedido, Tayrone solicitou impugnação do processo de votação, afirmando que o mesmo “ não foi finalizado, tendo em vista que muitos vereadores não haviam votado”.

De acordo com Carlos Soares, líder do prefeito na Câmara, a reforma gera economia já que corta gastos e gratificações. E defendeu a manutenção de três secretarias extraordinárias, tendo em vista a “viabilização de projetos como o do BRT e do Macambira-Anicuns”. Finalizada a primeira votação, o projeto segue agora para apreciação da Comissão Mista e terá como relator o vereador Fábio Lima (PRTB), dentro do prazo de 20 (vinte) dias.

Não votaram, o presidente da Casa, Anselmo Pereira (que só votaria no caso de empate) e os vereadores Deivison Costa (que estava viajando), Mizair Lemes Júnior (PMDB) e Pedro Azulão Júnior (PSB).

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