Eliton acelera o passo

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Na política é preciso ter rumo. Pode ser certo ou errado, mas traçar o caminho, como em outras atividades da vida. O vice-governador José Eliton (PP) dá sinais de que traçou onde quer chegar: ser o candidato a governador de Goiás em 2018 e suceder Marconi Perillo (PSDB). A análise desta perspectiva está sustentada em vários fatos e ações apresentadas na agenda do presidente do PP.
Os aliados de Marconi Perillo, e do vice, falam, nos bastidores, que José Eliton Jr. acelerou muito a agenda, pois está em vários lugares, não dispensa uma substituição na agenda do governador, e chegam a afirmar que “ele está aparecendo demais”.
A velocidade com que a ação política do vice-governador e secretário está assentada é plenamente justificável para o atendimento ao projeto da candidatura a governador. O primeiro passo dele, está claro, é literalmente provar que é um bom gestor na secretaria que assumiu e que tem condições de dirigir o Estado de Goiás. Alguém vai fazer isso por ele? Claro que não.
Ele tem de agora até abril de 2018 para tentar a cristalização da imagem de um bom administrador e, talvez, pode até sofrer interregnos no meio do caminho. E não se pode dizer que o vice não seja proativo e que não tenha vontade de trabalhar. A agenda mostra o contrário e tem foco numa positividade explícita. Ele dá sinais de que é hiperativo e de que é concentrado no objetivo que busca. Como defeito, fala de forma linear e muito rápido (sintoma da hiperatividade).
José Eliton Jr. tem até abril de 2018 para cumprir o primeiro passo e, a partir daí, com a possível renúncia de Marconi Perillo para uma candidatura, assumir a caneta do governador. Se conseguir firmar-se como bom gestor, com o poder de chefe do Executivo, poderá consolidar, a partir das articulações políticas e pela cristalização da imagem junto ao eleitor, a candidatura a governador. Maguito Vilela (PMDB) fez esse caminho com Iris Rezende, Alcides Rodrigues fez com Perillo. Poderia dar certo de novo?
Ao assumir o cargo de governador, José Eliton Jr., terá que conquistar a imagem de “candidato natural” de uma nova aliança que será formada a partir de 2018. Vilmar Rocha (PSD) já disse mais de uma vez, em entrevistas, que a base aliada, como veio até agora, tende a não ser a mesma no futuro. Por isso, uma das tarefas essenciais do vice governador é conquistar aliados. Ele tem tudo na mão: dois cargos; um partido; o poder da caneta do governador (em 2018). Mas, terá competência política para cumprir o projeto e seguir no rumo traçado? Os próximos meses e anos dirão.

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