O desafio da democracia

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A reforma política tem sido o grande desafio político do país, pelo menos nas duas últimas décadas. Aprovar uma reforma ampla e que favoreça a maior participação da população e transparência no processo é assunto sempre debatido, mas nunca realizado. Desde as manifestações de junho de 2013, o Brasil voltou a debater com maior veemência as regras eleitorais e vários modelos foram propostos. Tirar estes projetos do papel, porém, tem sido o grande desafio.
Na semana passada, a Câmara dos Deputados começou a votar a reforma política de forma isolada, ou seja, cada ponto separadamente. Os resultados das votações causaram descrença e mostraram a dificuldade de que amplas modificações possam ser realizadas pelo Congresso, como mostra o repórter Marcione Barreira em matéria na página 3. De relevante, apenas o fim da reeleição foi aprovado em primeira votação. Grandes apostas, como o fim das coligações proporcionais, acabaram morrendo na praia.
O grande problema deste debate é que quem aprova ou reprova novas leis são justamente as pessoas que mais são afetadas por elas – os parlamentares. E com um agravo, já que a atual bancada do Congresso foi eleita com as regras atuais, mudá-las seria embaralhar um jogo do qual eles estão à frente.
Qual a saída, então, para a aprovação de transformações profundas no jogo eleitoral? Apenas a manifestação e pressão da população pode ‘sensibilizar’ os congressistas a fazerem, de fato, uma reforma política. Neste caso, porém, esbarramos em outro problema. A sociedade brasileira já deu provas que tem dificuldades de se organizar em torno de questões que não lhe afeta diretamente. As leis eleitorais são fatores que influencia a vida do brasileiro, mas de forma indireta. Apesar de várias mazelas sociais terem origem no modo de como os políticos são eleitos, aparentemente não há interesse de se criar uma mobilização realmente popular. O que é uma pena.
De qualquer forma, a Tribuna cumpre o seu papel ao trazer esta tão relevante discussão para as páginas do jornal. Confira.

Boa leitura, ótima semana!

 

1 COMENTÁRIO

  1. O luxa tem perfim sim para ieatgrnr a cambada do PT, haja visto que, quando te9cnico da selee7e3o, convocava jogadores desconhecidos, na qual ele era o “metrin”. Claro, sempre usando laranjas para ne3o figurar o lobi.

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