PT e PMDB sem horizonte

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altair tavares2A eleição de 2016 para prefeitura de Goiânia será marcada pelo rompimento da aliança entre PT e PMDB na capital.  Foram duas eleições vitoriosas, de Iris Rezende e de Paulo Garcia (PT), que tendem a ficar na história de aliados eleitorais. O presidente do diretório regional do PT, Ceser Donizeth, cravou uma declaração contundente que sela o rompimento dos dois partidos.
 O recado do PT não é novo e o PMDB não dá ouvidos, ou não quer nem prestar atenção, quanto à insatisfação da aliança com o DEM, presidido pelo senador Ronaldo Caiado. Os meses se passam e a resposta do PMDB, pelos seus representantes, é de que está consolidado o acordo para aliança com o DEM na eleição para prefeito de Goiânia e para o governo de Goiás, em 2018.
 Recentemente, o deputado peemedebista José Nelto indiciou o interesse do PMDB manter uma chapa pura na disputa para prefeito de Goiânia que poderia agradar ao PT. Sem o DEM na chapa majoritária, o PT poderia apoiar a candidatura de Iris Rezende.
 “Eu acho que é natural uma aliança com o PMDB, agora, com o DEM, não. O primeiro acordo politico do Estado de Goiás já está feito. É com o DEM e o PT. Nós não queremos eles e eles não nos querem. Isso não é arrogância e nem nada. É que não dá pra trabalhar com quem quer te extinguir. Uma coisa é um adversário, uma coisa é quem quer ganhar de você, disputa e quer ganhar de você, isso é uma coisa agora eles defendem o fim do PT”, afirmou o presidente do PT, Ceser Donisete.
 Na estrutura petista, as articulações da disputa eleitoral para a prefeitura de Goiânia em 2016, segundo Ceser Donisete, são comandadas pelo Prefeito Paulo Garcia e pelos deputados estaduais Luis César Bueno, Adriana Accorsi e Humberto Aidar e pelo vereador Carlos Soares.
 Ainda é cedo para que as articulações sejam efetivamente fechadas, mas o segundo semestre está aí para esquentar um pouco mais  o ambiente das articulações eleitorais. Entre os peemedebistas, corre a percepção de que a eleição de Iris Rezende não depende de um aliado como o PT. Ele acrescenta em tempo eleitoral, mas adicionaria desgaste da administração de Paulo Garcia e a rejeição de parte do eleitoral goianiense à imagem da presidente Dilma Roussef. Então, cenário realista para hoje: PMDB e PT olharão para alianças no passado, mas sem nenhum horizonte para o futuro.

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