PMDB segue com presidência indefinida

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Jose NeltoCaminhado para o último semestre de seu mandato frente ao PMDB o ex-deputado Samuel Belchior (PMDB) não deve continuar no comando estadual do partido. É do desejo do próprio peemedebista passar o cargo para outro correligionário. Até aqui, entretanto, as manifestações de quem deve assumir o comando da legenda ainda são tímidas.

Com o mandato do atual presidente vencendo no segundo semestre, o foco dos parlamentares do PMDB é o trabalho oposicionista na Assembleia Legislativa. O deputado estadual José Nelto aponta que neste momento o foco do partido está em realizar um bom trabalho oposicionista.

Pelo que se nota, até aqui, quem se dispôs a presidir o partido publicamente foi o empresário José Batista Júnior, o Junior Friboi. Entretanto, o empresário não é unanimidade dentro partido e deve ter dificuldades em ocupar o cargo, já que passa por processo de expulsão da sigla por infidelidade partidária. Ele, no entanto, conta com apoio de vários correligionários da legenda.

Neste cenário deve haver um embate entre pelo menos dois nomes ligados à ala irista do partido – possívelmente José Nelto e o ex-deputado federal Sandro Mabel – um nome maguitista – talvez Daniel Vilela – mesmo que a até aqui a família Vilela não tenha se manifestado e o próprio Friboi, que deverá recorrer a sua possível expulsão.

Eleições

As eleições dentro do partido ainda não tem data definida. No final do ano passado, o atual presidente do partido declarou que iria ficar no cargo até o final do mandado, mas aceitou ter ele prorrogado até o dia 31 de dezembro deste ano. Para que ocorra outra eleição, diretória precisa convocar uma nova votação, o que deve ocorrer no segundo semestre.

O deputado José Nelto esboça alguns nomes e se coloca em última opção. Para ele, apesar de ter sido especulado pela imprensa como um possível candidato o foco está no trabalho de oposição na Assembleia. Nelto cita quatro nomes que para ele poderia assumir o comando do partido.

Entre os parlamentares citados pelo líder do partido no legislativo goiano estão o empresário Sandro Mabel, o deputado federal Daniel Vilela, o deputado estadual Adib Elias, e outro companheiro de bancada da Assembleia, o deputado estadual Ernesto Roller.

Entretanto, segundo José Nelto, está longe e a discussão ainda é precoce. O correligionário diz que além de estar focado no trabalho parlamentar está trabalhando visando as próximas eleições. “Até agora não conversamos sobre o assunto. Estamos focados na filiação de prefeitos e vereadores nos 246 municípios”, disse.

O deputado rechaçou a chance de o seu nome ser o presidente do PMDB neste momento reforçando que o objetivo está no trabalho de parlamentar. “Estou focado como liderança da bancada, percorrendo os 246 municípios. Não passa pela minha cabeça presidir o PMDB, agora”, declara.

Friboi

Um dos principais nomes do PMDB no interior do estado, o prefeito de Porangatu, Eronildo Valadares, também acompanha os companheiros de partido e espera que seja um nome de consenso para presidir a sigla. Eronildo apoia Junior Friboi como presidente e acredita que somar força é a receita certa.

Segundo ele o partido não pode se dividir. É preciso somar. “Primeiro nós temos que somar. Temos que fazer uma junção para a disputar e retomarmos o governo”, declara. Em leve crítica aos atuais mandatários, Eronildo pediu diálogo sobre a decisão com as forças do interior. “Não adianta empurrar de goela a baixo, tem que ter conversa”, disse.

Defensor de que Friboi fique no partido e passe a presidir a legenda, Eronildo acredita que mesmo depois de sofre fortes desgastes o empresário ainda pode conseguir o cargo máximo do partido em Goiás. “O Júnior tem condições sim. Ele terá condições de articular, de juntar as forças de trazer o Daniel Vilela e fortalecer o partido para 2018”, declarou.

Novo presidente tem que ser um nome de consenso, pede Roller

Sendo José Nelto, Adib Elias, Daniel Vilela ou Sandro Mabel, o deputado estadual Ernesto Roller pede que seja um nome de consenso. Além disso, Ernesto defende que o partido tenha uma postura firme de oposição. “Não é só o presidente do partido. Nós, todos nós do partido temos que fazer o papel de oposição”, afirma Roller.

Pensando nos próximos momento do PMDB, Ernesto Roller dá mostras de como quer que o partido se comporte. Ele acredita que a agremiação precisa convergir com outras forças. Para ele, uma oposição forte se faz com união. “Acho que o partido precisa conversar mais com os partidos de oposição”, diz Ernesto.

Segundo Ernesto Roller a união interna dentro da legenda tem que ocorrer e que o próximo presidente precisa fazer isso. “Tem que construir a unidade dentro do partido. O principal papel do presidente é construir a unidade. Também tem que convergir com outras forças oposicionistas”, aponta.

O legislador criticou o fato de muitos companheiros de partido não fazerem o papel de oposição e usou um ditado popular para expor a sua insatisfação em relação aos membros que tomam essa atitudes. “Nós temos que acabar com isso de bater no altar e fazer acordo na sacristia”, declara Ernesto.

 

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