Obras dão frente a Rincón

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capa arte TribunaA agenda positiva do governador Marconi Perillo (PSDB) tem ganhado impulso nos últimos dias, com a inauguração de obras na capital, como o Hugol, e a retomada de outras como a duplicação de rodovias e do Centro de Excelência, por exemplo. Com as eleições municipais batendo à porta, a tendência é que os pré-candidatos da base aliada devam beneficiar-se desse ápice, mesmo que quase todas as obras já haviam sido prometidas para o mandato passado.

Com obras por todo o Estado, a expectativa é que o governador Marconi Perillo volte a cumprir extensivamente um cronograma de inauguração, por vezes acompanhado de lideranças da Assembleia, Câmara e aliados próximos. Segundo lideranças partidárias ouvidas pela reportagem, todos os pré-candidatos da base aliada irão se beneficiar, com boa vantagem para Jayme Rincón (PSDB) por questões óbvias, afinal, é ele o presidente da Agetop, que é responsável pelas obras.
Não são todas as lideranças que veem o fato de que as obras possam dar vantagem eleitoral a Rincón. Até mesmo por estratégia, para não valorizar tanto o tucano, muitos acreditam que a base ganhará como um todo. Isso, de certa forma, é correto. Mas quem estará mais próximo da vitrine de inaugurações, sem dúvida, será Rincón. E com destaque.
Dentro da base surgem opiniões distintas, mas que convergem para uma mesma direção: há um benefício para toda a base, mesmo que indireto. Isso se dá, pois, o clima de inaugurações de obras em uma cidade sempre é benéfico para o grupo político que dá apoio ao gestor que as realiza.
É o que pensa, por exemplo, o deputado federal João Campos (PSDB). Para o tucano, o fato favorece os nomes da base aliada sem nenhuma intenção de fazê-lo. “Qualquer governo que consegue entregar obras em benefício da população é natural que beneficie o grupo que participa dele,” declara o deputado.
Já seu colega de parlamento, o deputado federal Roberto Balestra (PP), demonstra mais animação e acredita na potencialidade dessa agenda. “Acho que essa agenda, além de mostrar o potencial do governo, é exatamente para alavancar alguém. É uma forma de apresentar um nome,” diz.
Há, entretanto, quem observe que essa é uma questão que tem quer ser separada do momento eleitoral. Para o deputado estadual e pré-candidato à prefeitura ao lado dos pessedistas Virmondes Cruvinel e Francisco Jr, Lincoln Tejota (PSD), essas ações não vislumbram as eleições. No entanto, ele enxerga que isso pode ser positivo para quem participar dela. “Eu acho que as obras são gerais e o governador não está fazendo isso pensando em eleição. Agora, o fato fortalece a todos”, observa.
O presidente recém-eleito do PSDB em Goiás, Afrêni Gonçalves, vê na agenda positiva um momento de ganhar espaço frente aos oponentes. Para ele, o fato dessas obras serem por todo o estado deve beneficiar a agremiação não só na Região Metropolitana, como também os diversos municípios do interior.
O presidente acredita que essa é a razão pela qual o seu partido deverá fazer frente aos adversários. “Não tenho dúvida que esse trabalho do governador vai nos ajudar. Isso vai acontecer. Nós podemos eleger o maior número de prefeitos por todo o Estado de Goiás”, avalia Afrêni.
Aliado antigo do governador e pertencente a velha guarda tucana, Afrêni destacou as obras que devem ser inauguradas pelo governo e o efeito que elas podem causar ao serem vistas. “Nós temos a rodovia que vai para Nerópolis, temos o Centro de Excelência, o Credeq, o Hu­go II e a GO-020, entre ou­tras, deve valorizar a gestão”, avalia.

Cautela
Não são todos porém, que veem benefício nas obras. A senadora Lúcia Vânia (sem partido), que até a pouco fazia parte oficialmente da base aliada, foi contida ao analisar o cenário atual do governo. Para ela ainda é precoce o ato de analisar se esse momento de inauguração de obras vai ajudar no processo eleitoral de 2016. Segundo a senadora, é preciso aguardar as movimentações. “É muito cedo ainda. Vai depender de como os pré-candidatos vão interagir”, disse.
Outro que também acredita ser cedo para avaliar a questão é o presidente do PSD em Goiás e secretário de Recursos Hídricos e de Infraestrutura, Vilmar Rocha, que acredita que depende de cada pré-candidato e da capacidade de viabilização. “Acredito que não existe beneficio. Vai depender muito do potencial de viabilizar de cada um. Depende muito do momento. Ainda é cedo para saber”, avalia.

Igualdade
Para aqueles que acreditam que as obras beneficiarão a base aliada, há uma dúvida: saber se a agenda positiva beneficiará mais o PSDB em relação a outros partidos, e mais, se beneficiaria com vantagem Jayme Rincón, presidente da Agetop. Para muitos governistas isso não deve ocorrer, já que prevalecerá a igualdade na divisão dos benefícios. Daí, dependeria do potencial de cada um dos pré-canditados para tirar o melhor proveito da agenda positiva.
Para Vilmar Rocha, caso haja algum benefício, ele não seria capitaneado apenas por Jayme Rincón, já que as obras da Agetop em sua maioria estão centradas na Região Metropolitana de Goiânia e no interior do Estado. Razão pela qual ganha peso a posição de Rocha. “Ele está a frente do setor rodoviário, por exemplo. Nós reconhecemos que é um eficiente gestor, reconhecemos o trabalho dele frente a Agetop. Mas grande parte das obras está no interior”, disse.
O deputado estadual Talles Barreto (PTB) acha que o movimento de inaugurações deve ajudar não só os pré-candidatos do PSDB, mas como os demais, incluindo o seu partido. “Não vejo que somente o PSDB poderia se beneficiar. Todos os outros partidos também. Nós somos todos da base. Fizemos juntos”, afirma.
O parlamentar Lincoln Tejota disse estar convicto de que não há nenhum benefício aos tucanos. Segundo ele, até aqui, seu partido vem tendo tratamento igualitário como todos os outros. “Acho que não. A gente tem tido um tratamento igual a todos os partidos da base. Da parte do PSD eu não vejo beneficio aos peessedebistas”, declara Tejota.
Em meio a tanto fervor e rumores sobre candidaturas, o parlamentar pediu cautela e diálogo em torno de eventuais decisões que possam ser tomadas. “É um momento que o governo tenta se equalizar no momento de crise. O processo de candidatura tem que ter diálogo e convergência”, pediu.  

Rincón
Mas há quem discorda que haverá igualdade na colheita dos frutos das obras. Um deles é o do  deputado federal De­legado Waldir Soares (PSDB) que não nega o seu desejo e quer participar do processo. Entretanto, neste momento, sob sua concepção, há tanto uma disputa quanto um tratamento desigual. “Há um benefício. Isso é certo. É ele quem chega com o governador em helicóptero. O governador tem nos tratado de forma desigual. Nós queremos que não haja privilégios”, disse Waldir.
Segundo Roberto Balestra apesar de que o campo é aberto a todos e dependerá de cada um, o nome de Jayme leva um pequeno favoritismo frente aos outros. Isso porque, na visão do mesmo está sob o controle da Agetop. “Seria com justiça. Ele tem demonstrado que é competente. É um grande gestor e tocador de obras”, enaltece Balestra.
O deputado João Campos esclarece que vê nas ações do governo um beneficio a todos que participam dele, no entanto, observa que Jayme Rincón tem preeminência em apenas um aspecto: o midiático. “Acho que tem vantagem no ponto de vista de mídia. Mas ainda é cedo para avaliar o peso”, aponta.


Maioria dos aliados não veem Iris como imbatível

 

 

Tido como principal nome da situação para prefeitura de Goiânia atualmente, o ex-governador Iris Rezende (PMDB) divide opiniões dentro da base governista. Para alguns, neste momento não há nenhum nome dentro da base governista capaz de vencê-lo. Para outros, é cedo para avaliar, segundo eles, a situação não pode ser encarada dessa maneira.
Para Delegado Waldir, que disse ser candidato apenas se for em Goiânia, nenhum candidato é imbatível. Segundo ele, as eleições passadas já demonstraram que o eleitor mudou. “Hoje nós temos um outro eleitor. Vivemos um outro momento. As mídias sociais estão cada vez mais fortes. O povo quer algo novo” opina.
À frente nas pesquisas internas de partidos, Iris Rezende e o ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso (PSB) são os dois mais bem cotados neste momento. Entretanto, o deputado federal João Campos observa que isso ocorre porque os dois são mais conhecidos, mas o cenário pode mudar. “Estão a frente porque são os mais conhecidos, mas ninguém fez campanha ainda. Tudo pode mudar”, afirma.
Para Roberto Balestra e Talles Barreto, apenas um nome hoje no bloco governista teria condições de vencer Iris Rezende: Jayme Rincón. Para os dois parlamentares, o trabalho a frente da Agetop somados as ações conjuntas com Marconi devem alavancar o nome Rincón.
Roberto Balestra destacou que mesmo antes da agenda positiva que ocorre agora, ele já destacava Jayme Rincón como o nome mais viável. “Acho que é o principal nome. Mesmo antes de começar a agenda eu já o destacava como principal nome para enfrentar o Iris”, apontou Balestra.

Sem oponentes
Na semana passada em entrevista à Tribuna o deputado estadual Henrique Arantes (PTB) afirmou que não havia na base alguém que pudesse vencer Iris Rezende.  A opinião de Henrique foi corroborada pelo parlamentar Lincoln Tejota. “Não existe outro nome. Quem tem condições de enfrentar o Iris é somente o Marconi, mas o cenário é outro”, avalia. (M.B.)

 

 

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