Sustentabilidade: despertar para atitudes do agora

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KJIUAssunto que a cada dia está mais em pauta dentro e fora das escolas, e que já ultrapassa a necessidade de ações aqui e agora que permitam a continuidade da vida no planeta, o termo sustentabilidade será base para a proposta de escrita do 16º Concurso de Redação Goiânia na Ponta do Lápis.

A escolha deste ano é justamente porque o concurso, além de objetivar a formação de estudantes de saber crítico, é uma oportunidade que a comunidade escolar tem de repensar, debater e colocar em prática atitudes cidadãs, visto que a educação escolar é a grande formadora de indivíduos conscientes da sua responsabilidade social, hoje diretamente ligada ao respeito com o meio ambiente.
E se nos dicionários a palavra sustentabilidade traz em seu conceito uma realidade bem complexa do que é o seu significado, que se “apoia no cuidado com as pessoas, a Terra e os recursos naturais; na busca para suprir as necessidades do presente sem afetar as gerações futuras, e do que é necessário à conservação da vida”, imagine a aplicação de tudo isso em uma sociedade que até bem pouco tempo atrás não conjugava o verbo preservar.
Sim, com toda a certeza, o resultado da omissão de reconhecimento da importância do cuidar da natureza e de como utilizar os recursos naturais e minerais de forma responsável até hoje foi desastroso e ele está aí em toda a parte, com catástrofes naturais, aquecimento global e danos irreversíveis ao meio ambiente e tantos outros problemas, que não param de surgir. E tudo isso tende a piorar se não houver mudança de atitudes.
Quer ver só. De acordo com dados da Divisão de População da ONU, publicados pela revista Veja, em 2030, a população mundial deve atingir 8 bilhões de pessoas. E se hoje, no atual ritmo de consumo e desperdício, a demanda por recursos naturais excede em 50% a capacidade de reposição da Terra, significa dizer que em 2030, com uma população estimada em 8,3 bilhões de pessoas, serão necessárias duas Terras para suprir nossas necessidades de sobrevivência no planeta.
Não temos mais tempo para continuar com blablabá. Já não estamos mais falando do futuro, mas, sim, do presente, por isso a urgência do entendimento de que se o homem não se integrar à dinâmica da natureza, utilizando somente o que ele precisa e sem desperdícios, para que os recursos naturais tenham a chance de se recuperarem, a vida, certamente, deixará de existir.

Igualando teoria à prática
As escolas estarem presentes nesse processo de conscientização é o que vai fazer a diferença para termos a oportunidade de garantir o equilíbrio ambiental, pois uma das mais eficientes ações neste sentido, que refletem no comportamento social, está na mudança da rotina dos estudantes. Mas é claro que só o aprendizado dos livros e fazer atividades em sala de aula não resolvem. Todo mundo sabe disso. Esse processo requer que a escola iguale o seu discurso à prática, ou seja, ensinando novos hábitos e também cumprindo com seu dever com o meio ambiente.
Então, que tal usar o concurso como uma chance de começar com bons exemplos de práticas sustentáveis, que podem fazer com que os estudantes repensem suas atitudes, além de levarem para casa todos esses conceitos aprendidos, com disposição para aplicá-los no dia a dia das famílias e na sociedade?
Muitas ideias e ensinamentos vão surgir desse debate e muitas ações podem ser implantas, outras implementadas, com a cobrança do cumprimento no dia a dia (e não só uma vez por ano, quando se comemora a Semana do Meio Ambiente), para que os alunos aprendam a tomar decisões sustentáveis, que serão praticadas com naturalidade e respeito por todos, numa transformação verdadeira de novos valores, que vão garantir o que a natureza requer para seguir viva.
E o fundamental é permitir que os alunos incorporem ao cotidiano atitudes voltadas à preservação dos recursos naturais, combatendo o desperdício, como o de água e energia, por exemplo, ou mesmo praticando a separação do lixo, ao entenderem o destino de materiais, como o plástico e o metal, e qual o custo de cada um desses produtos para a natureza, entre tantas outras ações sustentáveis, que a escola pode implementar.


Formação cidadã

 

Para o diretor-presidente do jornal Tribuna do Planalto, Sebastião Barbosa, o despertar da cidadania sempre foi o maior objetivo da Tribuna com o lançamento do Goiânia na Ponta do Lápis.
Ele conta que todos os anos a preocupação com o tema requer muitos debates e encontros entre os organizadores do concurso, para que a escolha da proposta alcance esse objetivo, justamente o que aconteceu com as edições anteriores, com temas, entre tantas outros, como “Valores Familiares: Como é Possível Resgatá-los”, “Goiânia 80 anos: A cidade que eu quero pra mim”, “Trânsito: Nosso Comportamento e Suas Consequências”.
“A cada ano, a vontade é sempre melhorar, acreditando que nada fazemos além de cumprir com o nosso verdadeiro papel como meio de comunicação, o de alargar horizontes, apresentar caminhos novos, perseguir ideias, enfim, deixar nossa mensagem informando e formando cidadãos”, reforça Barbosa.

 

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