Tocantins – Governo, sindicatos e as massas

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Tocantins 6 - Protesto de Servidores e Sindicatos - Tocantins

É muito interessante que os sindicalistas servidores do Estado venham agora fazer um movimento paredista, incitando a massa de funcionários públicos concursados a cruzar os braços por causa da data-base. Fico curioso porque tal movimento não aconteceu em 2011, 2012, 2013 e muito menos em 2014, nem por datas-base e muito menos por progressões que o governo do Siquerido enrolou e não pagou. Pior ainda, os sindicatos aceitaram uma negociação para começar a ser paga em 2015, quando até as minhocas dos barrancos do rio Tocantins sabiam que o novo governador seria Marcelo Miranda.

Esses sindicalistas, que hoje se arvoram de defensores do servidor público ficaram calados ou “negociaram” sobre várias ações do governo do Siquerido como ,por exemplo, as mudanças em relação ao plano de carreira para o quadro geral e ainda sobre o concurso público. É muito estranho que dirigentes sindicais fiquem anos a fio comandando uma entidade sem dar oportunidade a outras lideranças sindicais. É muito estranho que dirigentes sindicais tenham propriedades e gastos pessoais muito além de sua capacidade financeira oficial.

Mas voltando às massas, vemos que o funcionário público, em sua maioria, não comparece às assembleias gerais que deliberam sobre as greves. Aliás, assembleias que são realizadas em locais fechados, com capacidade reduzida de ocupantes, quando temos um quadro de funcionários que tem vários milhares pessoas.

À exceção dos funcionários dos setores de atendimento ao público do Detran, Naturatins, Sefaz e Secad (unidades do É pra já no interior), no restante dos órgãos públicos poucas pessoas pararam os serviços de fato. Ainda assim, alguns trabalham usando um colete preto alusivo à greve.

É evidente que é justa a reivindicação dos funcionários sobre a data base, mas é suspeita a atitude dos sindicalistas, principalmente quando sabe-se que o governo Siquerido/Sandoval deixou um rombo profundo nas contas públicas e que vários pacotes de bondades foram concedidos em período pós-eleitoral, o que é vetado legalmente. Várias dessas bondades foram votadas pela Assembleia Legislativa, onde pelo menos um deputado alertou para a falta de legalidade do que estava sendo concedido.

No mais, o (des)governo Siquera/Sandoval sempre pautou-se por colocar-se acima da lei e quando havia uma lei que proibia ou tornava uma ação qualquer ilegal, fazia-se uma nova lei para tornar o ato legal.

O governo Marcelo Miranda, por sua vez, poderia mirar em começar a cumprir compromissos do início do ano com os funcionários, como o pagamento em dia dos salários. Além disso, é preciso parar de contratar pessoas que não trabalham. Dia desses, numa pasta de grande volume de serviços, a funcionária nomeada chegou falando que só trabalharia meio período, porque precisa do outro para estudar e ainda ameaçou ir “falar com o Marcelo” sobre o assunto. Venhamos e convenhamos, uma vagaba dessas merece (pra não falar outras coisas e não me considerarem machista) ser processada e exonerada a bem do serviço público.

 

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